Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 21/06/2021
A Fundação Oswaldo Cruz, já centenária, foi crucial para o enfrentamento de doenças, como a tuberculose. Responsável também pela reforma sanitária que erradicou a epidemia de peste bubônica e a febre amarela da cidade do Rio de Janeiro, e consequentemente, de todo país. Entretanto, cenários epidêmicos são comumente encontrados no país, com inúmeros obstáculos a serem enfrentados, sempre com atuação da Fiocruz(Fundação Oswaldo Cruz), e setores públicos. Desse modo, esses obstáculos constituem um problema a ser resolvido.
48% dos brasileiros não possuem coleta de esgoto, conforme o Instituto Trata Brasil. Resultando em um dos obstáculos para a erradicação de epidemias: a precaridade do sistema de saneamento básico no país. Esse problema agrava a disseminação dos vírus e principalmente bactérias, contaminando os cidadãos de forma ampla e rapida. Como foi o caso da epidemia de varíola, em 1563, responsável pela morte de muitos indigenas.
É indubitável que o saneamento básico se relaciona diretamente com a saúde pública. Outrossim, a proliferação de doenças leva a procura em massa de hospitais, o que gera mau atendimento, principalmente se tratando do SUS (Sistema Único de Saúde), tão carente de mecanismos que otimizem seus recursos financeiros.
Infere-se, portanto, a premência da busca por soluções viáveis a essa problemática. É de suma importância que o Governo Federal juntamente com o Ministério da Saúde por meio de uma maior destinação de verbas, investa mais amplamente no sistema de saneamento básico em todo o território brasileiro, na limpeza das ruas, no descarte adequado do lixo e no tratamento de esgoto. Além da conscientização da população sobre os cuidados de higiene, que pode ser fomentada por meio de capanhas midiáticas com o proposito de lidar com as pandemias em geral no país.