Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 21/06/2021
Com o advento da colonização brasileira, realizada pelos portugueses em meados do século XXI, muitas enfermidades foram trazidas pelos colonos, a exemplo a varíola e a febre amarela, e, efetivamente, causaram epidemias no País. Esse cenário epidêmico infelizmente ainda é notabilizado no Brasil e exige amplos esforços de setores do poder público e da sociedade civil para combater tal situação problemática.
É importante salientar, de início, o conturbado processo de urbanização vivido pelo Brasil. Na década de 1950, a industrialização provocou um inchaço populacional dos meios urbanos. Nesse sentido, as cidades brasileiras apresentam problemas que corroboram com a proliferação de doenças, como a falta de saneamento básico para todos. Tal fator pode ser ratificado pela recente pesquisa do Estadão, que mostrou o aumento de criadouros dos mosquitos causadores da dengue nas ruas do país.
A criação do Sistema Único de Saúde desencadeou expectativas, como o fim das epidemias, e decepções diante de um sistema falho e precário. Como para muitos é uma opção única, à frente de consultas e procedimentos médicos com preços absurdos, os dependentes do SUS encontram instalações desestruturadas e filas sobrecarregadas ao mesmo tempo que a proliferação de doenças só tende a aumentar.
É notória, portanto, a relevância de fatores estruturais e sociais na temática supracitada. Nesse viés, cabe aos governos municipais promover o planejamento urbano, a fim de solucionar impasses quanto à infraestrutura das cidades. Tal medida pode ser realizada por meio de reuniões com profissionais da área e pela elaboração de reformas no espaço urbano. Paralelamente as escolas, em consonância com as ONGs, devem alertar a população frente aos riscos e os modos de se prevenir das doenças. A ideia é, a partir de campanhas nas salas de aula e nas ruas, desenvolver nos indivíduos uma consciência social sobre o tema. Por fim, investimentos na área da saúde devem ser realizados pelo governo federal, a fim de reduzir a sobrecarga do SUS e garantir o acesso de todos a esse setor.