Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 25/06/2021
É de conhecimento geral que as dificuldades enfrentadas pela saúde pública no Brasil não é um fato novo no cenário da população. Um estudo realizado pela Agência Brasil em Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro, revelou que em 2013 foram mais de 340 mil internações em todo o País. Assim como os baixos investimentos agravam a situação, a educação é outro elemento fundamental no debate acerca da saúde pública.
O Sistema Único de Saúde (SUS) foi criado com o objetivo de oferecer serviços de qualidade para a população, destacando o serviço público como um direito de todos os cidadãos, no entando, só em 2017, o governo bloqueou aproximadamente 42 bilhões de reais com gastos públicos, sendo que parte desse dinheiro era destinado ao SUS. Além disso, a ineficiente administração financeira e o repasse irregular de orçamentos prejudicam a qualidade do trabalho, já que tendem a priorizar as unidades de média e alta complexidade, como os hospitais, em vez de investir na atenção básica. Essa negligência acaba fazendo com que o sistema tenha uma quebra e dificultando ainda mais o aprimoramento da saúde pública.
Os investimentos em educação cresceram significativamente nas últimas décadas, porém, apesar do avanço, a maioria dos especialistas considera que o montante está longe de ser o suficiente para garantir qualidade ao ensino, o que acaba afetando toda a população, visto que com a aprendizagem é possível a construção de conhecimentos relacionados a autocuidado, higiene e prevenção de inúmeras doenças. A escola é um local onde adquirimos conhecimentos importantes para todos os âmbitos da nossa vida. Diante da importância da escola na formação de um cidadão, é fundamental que a saúde seja abordada em sala de aula. Ensinar aos alunos noções básicas de higiene, estimulá-los a trabalhar o corpo e a mente e fornecer conhecimento sobre as várias doenças que atingem os seres humanos é uma forma de melhorar a qualidade de vida de toda a população.
Assim, é importante que o governo invista no campo educacional e hospitalar, a partir da organização do orçamento estatal, onde deve ser repassada uma quantia maior à atenção básica como investimentos nas unidades de saúde e ao menos 30% da receita Líquida de Impostos (RLI) do governo federal seja destinada à educação. Dessa forma, será possível promover uma melhor saúde ao povo brasileiro.