Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 16/09/2021

A Revolução Industrial foi um período de grande progresso tecnológico, teve início no século XVIII, na Inglaterra, e se espalhou pelo mundo, esse modelo de crescimento econômico, provocou a migração em massa da população para os centros urbanos, que acarretou em grandes aglomerados populacionais. Em função disso, aumentaram os desafios na saúde pública e como lidar com as epidemias no Brasil. Perante o exposto, torna-se impreterível atuar para retroceder essa situação, que tem como impulsionador não só a falta infraestrutura, mas também a negligência governamental.

Sob esse viés, pode-se apontar como um fator fomentador dessa adversidade falta de infraestrutura. Nessa conjuntura, é considerável ressaltar os dados do Tesouro Nacional, representa o conjunto dos meios financeiros à disposição do Estado, que revelam o menor investimento em infraestrutura dos últimos 10 anos. Com isso, os desafios na saúde pública e como lidar com as epidemias no Brasil se tornam cada vez mais complexos, uma vez que, segundo o governo federal, 1 milhão de pessoas contraíram o vírus da dengue em 2020. Diante dessa perspectiva, verifica-se que a falta de infraestrutura impacta fatalmente na saúde da população, já que a proliferação do mosquito se dá, principalmente, através do acumulo de água parada em locais precários e com o acumulo de entulho.

Além disso, outro ponto relevante nessa temática é a negligência governamental que está, vigorosamente, vigente nesse obstáculo. À frente desse cenário, é valoroso destacar que, de acordo com Hideraldo Montenegro, “o papel e função do Estado deve ser de proteger os indivíduos ou deixará de cumprir sua essência fundamental”. No entanto, o Estado tem descumprido seu papel de salvaguardar seus cidadão quando não consegue combater os desafios na saúde pública e como lidar com as epidemias, visto que um levantamento, realizado pelo Ministério da saúde, 528 pessoas morreram de dengue em 2020. Logo, é incontestável que a negligência governamental está presente nessa grave contrariedade, então precisa ser combatida.

Depreende-se, portanto, que o caminho para subtrair essa problemática é ímprobo e escabroso, apesar disso precisa ser percorrido. Para isso, o Estado deve desenvolver um projeto para prevenção da proliferação do Aedes Aegypti, com o objetivo de eliminar os locais de acumulo de água parada, por meio de fiscalização em moradias e locais abandonados, a fim de acabar com os locais de desova dos mosquitos e, consequentemente, minimizar a questão a negligência governamental. Tal ação pode, ainda, contar com o apoio de universidade na pesquisa de formas mais eficientes de aniquilar o vetor. Simultaneamente, é preciso atuar para reverter a falta de infraestrutura presente no problema. Por conseguinte, será possível retroceder as contravenções iniciadas na Revolução Industrial.