Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 02/08/2021

A penicilina, o primeiro antibiótico inventado, é de extrema importância, pois possibilitou prevenir epidemias e erradicar doenças fatais, tais como a sífilis e o tétano. Nesse bojo, os desafios de como lidar com as epidemias no Brasil requerem especial atenção. Com efeito, cabe debater sobre a falta de conhecimento da população para lidar e prevenir epidemias, bem como a ineficiência do poder público em lidar com o contexto de calamidade de saúde pública.

Primeiramente, a falta de conhecimento acerca de como lidar com epidemias e como resolve-las são fatores propulsores para a propagação desse problema. Assim, o conceito de solidariedade orgânica, criado pelo filósofo Durkheim reflete essa temática, no qual consiste em uma participação maciça da população, para que ,com a fragmentação do trabalho, uma tarefa possa se tornar mais simples e dinâmica. De forma análoga, se, somente, uma parte da população tiver conhecimento de como evitar a propagação das epidemias, todo o coletivo será prejudicado, visto que a negligência dos desinformados impactará de forma negativa sobre todo o contexto populacional, propagando, dessa forma, as doenças.

Outrossim, a ineficiência do Estado para mobilizar soluções adequadas para as calamidades de saúde pública é um fator relevante quando se trata de epidemias no Brasil. À luz dessa ótica, a ineficiência na aquisição de vacinas contra a COVID-19 prova que o Estado é, extremamente, despreparado para enfrentar problemáticas desse tipo. Isso acontece porque, a atenção do poder público para as necessidades da população está fora de foco, sendo negligentes em atender os pedidos prioritários.

Conclui-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver a problemática dos desafios na saúde pública. Com isso, cabe às escolas- instituição formadora de valores- promover nos assuntos didáticos métodos de como resolver esse empecilho, de forma a incrementar esses assuntos nas aulas, através de matérias transversais e didáticas, com a finalidade de que ensinando as crianças, crie adultos sensíveis a esse assunto. Ademais, cabe ao Estado- agente assegurador de direitos- a revisão das condutas das necessidades populares, de modo a se preparar melhor para os desafios enfrentados cotidianamente nos problemas sociais e econômicos, com o fito de promover uma maior eficiência do setor público.