Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 10/09/2021
A pandemia do covid-19, iniciada em 2020, foi responsável pela paralização de diversas atividades em todo mundo, além da morte de milhares de pessoas. Nessa conjuntura, no Brasil hodierno, a coronavírus continua se perpetuando, o que traz em evidência a questão das epidemias no país, uma vez que já houve outras doenças virais no âmbito nacional. Dessa forma, a falta de incentivo às pesquisas associada à escassez de políticas adequadas de saneamento básico são fatores que corroboram para o aparecimento de várias doenças epidêmicas e pandêmicas.
Em primeira instância, é mister afirmar que o pouco investimento em estudos científicos é o principal catalisador da problemática supracitada. Nesse contexto, mesmo a Constituição de 1988 ,vigente atualmente, estabelecendo a obrigação do Estado em incentivar as pesquisas, a realidade se mostra divergente, uma vez que são quase escassos tais incentivos. Dessa maneira, tal situação contribui para o surgimento e demora na resolução e fim de pandemias, uma vez que o pouco investimento gera dificuldades na continuidade dos estudos e, assim, influencia na pouca rapidez ao combate de determinado vírus ou outro agente patogênico.
Outrossim, é válido ressaltar que as condições de saneamento básico são precárias e também corroboram para o problema citado anteriormente. Nessa perspectiva, a terceira lei da física, intitulada como ‘’Ação e Reação’’, elaborada pelo físico inglês Isaac Newton, estabelece que todo ato gera alguma resposta. Desse modo, a escassez de tratamento de água e esgoto adequados origina uma reação de surgimento de pandemias, já que tais políticas são fundamentais para evitar o surgimento e disseminação de doenças, tais como a leptospirose, a amebíase e outras mais.
Destarte, torna-se essencial a tomada de medidas para a resolução do imbróglio supramencionado. Portanto, cabe ao Governo Federal, aliado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, órgão governamental encarregado das questões da área científica, disponibilizar, por intermédio de um rearranjo de verbas estatais, maiores recursos às pesquisas científicas, a fim de garantir maior avanço nesse setor e, por conseguinte, maior preparação às futuras pandemias ou evita-las. Somente assim, o cenário contemporâneo será modificado e aprimorado.