Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 17/04/2022
“Global Goals” é um conjunto de dezessete metas que fazem parte da Agenda de 2030, inciativa da ONU e um compromisso de todos os países em busca de um mundo melhor. Nesse contexto, para que o Brasil faça sua parte no cumprimento da meta relacionada à saúde, é fundamental que se discuta sobre as epidemias no país, dando ênfase em sua relação com fatores climáticos e de cunho social.
Diante do exposto, cabe analisar como a seca pode colaborar para a reincidência de epidemias que tem como vetor o mosquito aedes aegypti. Isso porque, nos períodos de estiagem, o acesso à água encanada é racionado, tornando necessário o armazenamento para consumo doméstico. Dessa forma, o aumento da disponibilidade de água parada nas residências contribui para a proliferação do mosquito causador da dengue, zyka, chikungunya e febre amarela, uma vez que este é o ambiente perfeito para a fêmea depositar os ovos que darão origem a novos mosquitos capazes de transmitir a doença.
Além disso, é preciso atenta-se para as ações prejudiciais da própria população. Conforme Sigmund Freud, a civilização é responsável pela própria desgraça. Essa afirmativa encontra respaldo no contexto das epidemias brasileiras, visto que, o lixo e entulho descartado pela população em terrenos baldios acumulam água da chuva, criando um espaço propício para a proliferação do vetor das doenças epidemiológicas mais comuns no Brasil, como as mencionadas anteriormente. Desse modo, nota-se a urgência de mudar a situação.
Portanto, para que a situação descrita seja revertida, é necessário medidas para mitigá-la. Para tanto, cabe ao Ministério da Saúde, por meio das secretarias municipais de saúde, fazer o mapeamento de casas e terrenos que possuam ambiente que possa ser utilizado como criadouro do mosquito da dengue e, a partir disso, aplicar multa quando confirmada a reincidência de criadouros por negligência do dono ou residente do local em questão. Assim, espera-se a redução do vetor e a consequente redução de epidemiologias no Brasil, aproximando o país do cumprimento das metas globais.