Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 06/10/2021
No início do século XX, a falta de planejamento urbano da cidade do Rio de Janeiro acabou facilitando o surgimento de graves problemas de saúde pública, entre eles uma epidemia de varíola. A resposta do governo foi uma campanha de vacinação obrigatória, o que acabou gerando insatisfação na população carioca e acabou culminando em confrontos violentos com a polícia. Nos dias atuais, o Estado brasileiro continua a se preocupar com epidemias apenas em momentos de surto, dificultando enfrentar a crise de maneira adequada. Ademais, o crescimento do movimento antivacina também impede que inúmeras pragas sejam contidas de maneira eficiente.
Nesse contexto, é necessário destacar que o regime político brasileiro só se importa com determinadas doenças após o seu alastramento. Nesse sentido, o médico brasileiro Oswaldo Cruz defendia que o caminho para o combate às doenças era através da medicina preventiva. Desse modo, é preciso tomar medidas de intervenção nos primeiros sinais da doença, evitando o desenvolvimento e reduzindo o impacto negativo da mesma. Se o governo brasileiro emprega-se as medidas defendidas pelo médico de maneira eficiente, o país teria menos surtos de doenças e deixaria a sua população mais segura.
Em segundo lugar, a propagação do movimento antivacina facilita a disseminação de diversas moléstias. Sobre esse assunto, a Organização Mundial de Saúde considera a hesitação em vacinas uma das dez maiores ameaças à saúde global. Esse perigo já está presente em solo brasileiro, visto que no ano de 2019 o país enfrentou um surto de sarampo, doença que foi considerada erradicada no país em 2016. Dessa maneira, fica evidente que é necessário combater a facção antivacina, pois a única maneira de evitar uma epidemia de sarampo, seria com a vacinação em massa da comunidade.
Portanto, é necessário tomar providências que facilitem lidar com o alastramento de doenças no Brasil. Para isso, o Ministério da Saúde, órgão responsável pela administração e manutenção da área da saúde no país, deve adotar medidas para incentivar a medicina preventiva, por meio de cursos profissionalizantes para os trabalhadores da área médica, com o intuito de neutralizar a propagação de doenças. Além disso, é necessário que a Secretaria de Comunicação divulgue os efeitos benéficos da imunização, visando minar o movimento antivacina na sociedade brasileira.