Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 09/02/2022

Durante o período da baixa Idade Média, uma doença chamada “peste bubônica” espalhou-se por toda a Europa,  causando incontáveis mortes. Analogamente, no Brasil hodierno, as doenças epidêmicas também são um sério problema para a população, podendo levar os infectados a uma péssima condição de vida ou até mesmo a óbito. Logo, é de suma importância analisar os principais causadores desse óbice: a precariedade do saneamento básico e a falta de conscientização sobre doenças infecciosas.

Primordialmente, é válido salientar a ausência de serviços de higienização pública como motivador do surgimento de epidemias, uma vez que ambos estão diretamente ligados. Conforme o teólogo francês Jacques Bossuet: “a saúde depende mais das precauções do que dos médicos”. Nesse sentido, se fossem devidamente disponibilizados serviços básicos, como tratamento de esgoto e coleta de lixo, muitos males seriam evitados.

Ademais, é imprescindível que a sociedade se mantenha informada, de modo que todos saibam lidar com crises sanitárias. Durante a pandemia da covid-19, a falta de informação sobre o assunto gerou diversas notícias falsas, que ocasionaram uma grande dificuldade no controle da doença. Além disso, muitas pessoas desconhecem outras doenças epidemiológicas- como o sarampo, gripe espanhola e a febre amarela- que causaram milhares de vítimas, mas não possuem uma grande repercussão na mídia. De fato, um povo informado facilitaria não só o controle, como também a prevenção de enfermidades.

Tendo em vista tais fatos, medidas urgentes devem ser tomadas para combater esse impasse. Por isso, cabe ao Poder Executivo – responsável pela execução de leis- disponibilizar, por meio de investimentos, um saneamento básico adequado à população (conforme é prescrito na Constituição Federal de 1988) dessa forma, a higienização pública qualificada irá reduzir os riscos de epidemia. Também é indispensável que o Ministério da Saúde mantenha os cidadãos informados através dos meios de comunicação e de palestras nas escolas, para que, assim, as pessoas se mantenham informadas e saibam como se manter seguras. A partir dessas ações, o Brasil se tonará um país mais protegido e apto para lidar com epidemais.