Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 16/02/2022

A Constituição de 1988 prevê, em seu artigo 6°, o direito à saúde a todos os cidadãos. Contudo, esse pensamento se distancia da sociedade brasileira, frente ao combate de epidemias no país. Sendo assim, esse problema é decorrente da desinformação popular, como também a omissão do Estado. Diante disso, é imprescindível analisar os fatores que favorecem a manutenção dessa problemática.

Em princípio, é importante destacar o desinteresse estatal perante o enfrentamento das epidemias. Tal afirmação deve-se ao fato do pouco investimento em políticas públicas eficientes, sem contar também, que a cultura de higiene pessoal e a falta de saneamento básico são fatores que impulsionam o surgimento de doenças. Essa conjuntura contraria o “contrato social” de John Locke, já que o Estado não garante que os cidadãos desfrutem dos direitos individuais, como uma saúde pública de qualidade.

No contexto histórico passado, a peste negra dizimou cerca de 50 milhões de pessoas em todo mundo. Dessa maneira, a desinformação acerca da doença foi o principal fator que contribuiu para o surto pandêmico, visto que, a higiene pessoal e o saneamento básico eram precários. Trazendo para a realidade atual, é fato analisar que o surgimento de doenças é impulsionado, principalmente, em comunidades carentes, lugares esses que as ações do Estado não estão presentes.

Portanto, indubitavelmente, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter a situação. Urge que o Ministério da Saúde, em parceria com agentes midiáticos, faça a divulgação de medidas profiláticas em escolas, comunidades carentes, postos de saúde e no ambiente virtual. Tal ação governamental deve ser posta em prática por meio de campanhas e cartazes ensinando a população a se prevenir e evitar a proliferação de doenças epidêmicas. Além disso, é preciso que o Estado realize obras que visem ampliar o saneamento básico para todas as localidades, e somente assim, será possível reduzir a reincidência de epidemias e o aparecimento de novas enfermidades.