Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 07/03/2022
No ano de 1918, ocorreu o contágio da Gripe Espanhola, a qual se espalhou pelo mundo contaminando cerca de 50 milhões de pessoas, e no Brasil matou cerca de 600 mil indivíduos. De maneira análoga, no contexto social brasileiro, os surtos de epidemias são muito frequentes, visto que, as populações são alvos de doenças infecciosas como dengue, gripe e sarampo. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos: as transformações do mundo globalizado e o desserviço do Estado.
A princípio, com as mudanças naturais, como desmatamento, enchente e aquecimento global estão diretamente ligadas aos efeitos nocivos à saúde. Nesse sentido, esses fatores perpetuam com a ploriferacão ou mutações de novas espécies dos agentes etiológicos em risco à higidez. Além disso, as transformações no capitalismo ligadas ao intenso consumismo e a circulação de milhares de mercadorias e pessoas em diversas regiões possibilitam na disseminação de diversas doenças. Desse modo, o Estado deve agir diante a essa situação.
Em razão disso, é notório a falta de recursos eficazes para a população brasileira como, por exemplo, o acesso ao saneamento básico e a vacinação à toda população. Consoante a isso, os indivíduos que necessitam desses artifícios são sujeitos à desigualdade social e levados à ignorância em relação aos meios básicos da saúde, no qual muitas pessoas não se vacinam por medo ou por acharem que não “cura”, como é o caso que ocorreu na pandemia do COVID-19 , no qual o presidente Jair Bolsonaro afirmava um absurdo de que as pessoas virariam jacaré caso fossem vacinadas.
Depreende-se, portanto, medidas que venham conter essa situação no país. Desse modo, cabe ao Estado a realização de saneamento básico, como a coleta de esgoto e o controle de água parada em locais ou regiões mais afetadas por epidemias. Além disso, deve realizar a vacinação de toda a população divulgando a importância e os benefícios que terão. Como também, cabe ao Ministério da Saúde a divulgação por meio de cartazes ou setores midiáticos sobre a prevenção de determinadas doenças e recorrer ao médico caso esteja contaminado. Dessa maneira, diminuirá a situação de epidemias no Brasil.