Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 01/05/2022
Durante o início do século XX, a população carioca sofreu com uma epidemia de va-ríola. Os governantes, em uma tentativa urgente de diminuir o número de faleci-mentos, optaram por vacinar a população de modo forçado. Esse método deu combustível para a Revolta da Vacina, em que as pessoas recusaram e demoniza-ram a vacinação. Hodiernamente, a postura brasileira diante o combate de epide-mias continua promovendo desafios no âmbito da saúde pública. A falha no forne-cimento de saneamento básico, o sucateamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a desinformação, por exemplo, afetam negativamente o combate epidêmico.
Em primeira instância, vale ressaltar a importância do saneamento básico no de-saparecimento de doenças. De acordo com o IBGE, 47,6% dos brasileiros não tem acesso à coleta de esgoto, o que os torna vulneráveis a diversas enfermidades, co-mo a cólera, que é transmitida a partir da contaminação fecal-oral. Consoante com o exposto, o sucateamento do SUS, responsável pela vigilância sanitária e epidêmi-ca, atrapalha a prevenção e colabora com a disseminação de doenças. Portanto, é imprescindível que a população do Brasil seja agraciada com saneamento básico.
Ademais, a desinformação também é um impasse na garantia da saúde pública. Citando um caso análogo, em um episódio da série norte-americana “Grey’s anatomy”, um paciente, durante a pandemia de covid-19, recusa-se a fazer o uso da máscara no ambiente hospitalar porque confiou em notícias falsas, ficando exposto ao vírus. Fica claro, então, que, em casos de calamidade sanitária, uma sociedade bem informada é essencial para o bom funcionamento dos projetos propostos pelo governo. Dessa forma, é preciso que o Estado se preocupe com a disseminação de informações falsas e se encarregue de informar a população.
Diante do exposto, é evidente que medidas precisam ser tomadas para melhorar a forma que o Brasil lida com as epidemias. Nessa lógica, urge que o Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Educação, forneça conhecimento de qualidade sobre as doenças que mais acometem as pessoas, por meio de pales-tras, feitas em escolas públicas e privadas, com profissionais da área da saúde, como médicos infectologistas, a fim de combater a desinformação. Feito isso, os desafios na saúde pública brasileira serão menores.