Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 03/08/2022
O início do século XX, teve como protagonista comportamentos negligentes por parte do governo e uma população desinformada, motivos os quais fomentaram o surgimento de uma série de epidemias e dificultaram sua contenção. Embora a sociedade brasileira atual apresente contornos específicos, ainda é possível visualizar o legado presente na questão das dificuldades em enfrentar epidemias no Brasil. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema, o qual persiste devido não só a carência de responsabilidades governamentais, mas também em virtude do atraso na mentalidade coletiva.
Convém ressaltar, a princípio, que a escassez de comprometimento governa- mental é um fator determinante para a persistência do problema. A falta de investi- mentos em saneamento básico, como também a inaplicabilidade de políticas públi- cas de prevenção, já existentes, viabilizam a ocorrência e o surgimento de doenças. O que desencadeia, dessa forma, o desenvolvimento de vulnerabilidades, as quais afetam principalmente a parcela economicamente desfavorecida da população, tornando-os mais sucessíveis, e aumentando os níveis de desigualdade social.
Além disso, a falta de conhecimento popular caracteriza-se como complexo dificultador. A desinformação fomenta o surgimento da alienação e origina, por exemplo, a formação de grupos como os “Antivacina”, os quais são contra a vacinação e motivam a queda nas taxas de imunização, estimulando o aumento das ocorrências de epidemias. Caracterizando assim, a negligência popular acerca da prevenção de doenças tratáveis, como também ao retorno de doenças contro- ladas ou até mesmo erradicadas, como a poliomielite e sarampo respectivamente.
Portanto, compete ao Governo estadual discutir e estabelecer em conjunto ao Ministério da Saúde a criação de projetos que visem a expansão da promoção e qualificação de agentes para o enfrentamento de epidemias e o aperfeiçoamento das políticas de prevenção, para melhor assistir a população e os espaços aos quais estão inseridos. Ademais, as secretarias de saúde em parceria as secretárias de educação, devem ampliar campanhas de promoção e prevenção em espaços públicos, com o intuito de dinamizar a informação e importância acerca dos cuidados à saúde e o combate à epidemias.