Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 25/08/2022
A Constituição Federal discorre acerca dos direitos fundamentais do brasileiro, dentre eles, amplo acesso à educação, ao lazer e à saúde. No entanto, no Brasil atual, as epidemias como dengue e zika se mostram um grande atraso para o bem estar da população. Logo, faz-se mister uma medida para os catalisadores desse contratempo, como a ausência de medidas governamentais e a insuficiência legislativa.
Em primeiro lugar, a falta de políticas públicas surge como grande protagonista. Segundo o célebre político americano, Abraham Lincoln, a política deve servir o povo, e não o contrário. Porém, atualmente, os grandes líderes não fazem grandes esforços para que isso se cumpra, visto que há uma grande incidência de focos epidêmicos, principalmente pelo mosquito Aedes aegypti, já que se trata de um país tropical. Logo, necessita de um grande plano nacional para conter os avanços das epidemias com planos, metas e grande investimento, principalmente em acabar com os focos da doença.
Além disso, outro grande revés é a insuficiência legislativa atual. De acordo com o escritor Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadão de Papel”, os direitos fundamentais associados a todos os brasileiros não se cumpre. Isso se deve pela falta de especificidade da Carta Magna, que até assegura a saúde à todos, mas não assegura também a existência de hospitais, postos e profissionais especializados ao suficiente para que tal direito seja cumprido, ficando, assim, no papel.
Portanto, medidas se tornam necessárias para frear tal problemática. O Congresso Nacional, órgão do Poder Legislativo, deve, através de emendas e reformas, atualizar a Constituição. Tal alteração deve abranger a saúde de forma mais especifica, garantindo como direito, atenção especializada de profissionais da área, e também, ao menos um local como posto ou hospital a cada um certo numero de pessoas por região, para garantir atenção total à população. Espera-se, dessa forma, que todo cidadão se sinta amparado pelo Estado.