Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 12/11/2022

Em 1904 acontecia a Revolta da vacina no Rio de Janeiro. A população organizou um motim contra a campanha de vacinação de Oswaldo Cruz, e o motivo seria o medo das consequências, inclusive o receio de adquirir feições animais. Dentro do contexto atual, a desinformação e as fakes news se tornam inimigas das prevenções de doenças, motivando a população a não se vacinar, além disso, a desestruturação do SUS contribui para o agravamento da situação.

Dentro do cenário apresentado, cabe salientar que o Brasil sofre coma o espalhamento de informações erradas e isto reflete diretamente na saúde do país. Sob esse viés, a nação se vê ameaçada com a volta de epidemias graves que estavam praticamente erradicadas, conforme o Instituto Butantã a taxa de vacinação caiu no ultimo ano, e esta queda tem relação direta com as fake news compartilhadas sobre a vacinação, como relata o Estadão. Dessa forma, se torna um impasse a efetividade de se antever uma epidemia, fazendo com que haja uma disseminação mais rápida das molestías. Kant acreditava que o homem é o que a educação faz dele, sob essa ótica é de extrema importância o combate a esse mal.

Ademais, o sistema único de saúde entra com uma proposta de garantir saúde para todos, porém encontra dificuldades em cumprir de maneira eficiente com esse dogma. É indubitável que o SUS é essencial na manutenção da saúde do país, mas é acometido por um sucateamento por parte do governo. O Brasil só gasta 9,2% do PIB com a saúde, como atesta o Instituto Brasileiro de Geografia e Estática. Por conseguinte dessa falha no investimento, os hospitais, que não possuem estrutura, estão congestionados e com falta de profissionais. Desse modo, no combate de epidemias há uma falha em diagnosticar os casos no começo ou em comportar todo os enfermos em um surto confirmado.

Dado o exposto, faz se necessário a criação de políticas públicas, cabe ao governo, por meio do Ministério da saúde, o remanejamento de verbas para a manutenção financeira do SUS. Além disso, o Ministério da Educação em conjunto com a mídia devem divulgar informações sobre a vacinação em canais de comunicação. Portanto, não seria necessário impor a população, algo contrário a revolta de 1904.