Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 28/11/2022

O filme “Temporada” da Netflix, retrata a vida e cotidiano de uma agente de saúde na cidade de Belo Horizonte, onde a protagonista, entre outros fatores, se choca com a ignorância e falta de informação dos cidadãos sobre a epidemia de dengue. Fora da ficção, as epidemias no país crescem e atingem não apenas os indivíduos, mas também as esferas educacionais, sanitárias e políticas do país. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Nesse viés, vale ressaltar a importância da informação para o combate às epidemias no país, uma vez que nela estão inseridas maneiras de combater e previnir males maiores. Porém, de acordo com o site “BBC”, o movimento antivacina cresceu e espalha a desinformação, o medo e o questionamento da ciência, trazendo, dessa forma, doenças mortais como a febre amarela, sarampo e rubéola. Assim, verifica-se que mesmo que uma instrução adequada seja a solução para minimizar epidemias, isso não é uma realidade no país, pois há a criação e manutenção de informações falsas, deficiência nos canais de informação e poucas campanhas de saúde pública nas escolas.

Outrossim, o sucateamento de unidades básicas de saúde contribui para o problema, já que precariza o atendimento aos cidadãos locais e dificulta a tomada de controle de enfermidades. Segundo o sociólogo Émile Durkhein, o indivíduo só poderá agir na medida em que entender o contexto em que está inserido a saber suas origens e condições de que depende. Logo, é inaceitável que as epidemias continuem adoecendo e matando a população por conta da negligência estatal em obter conhecimento, dados ou informações sobre as regiões afetadas.

Portanto, o Estado e Municípios devem mudar a realidade das epidemias no Brasil. Desse modo, o Tribunal de Contas da União deve destinar recursos ao Ministério da Saúde para que haja a construção, reparo e potencialização das unidades básicas de saúde para que se aumente os estudos de riscos, os serviços e tratamentos em estágios iniciais de doenças epidêmicas. Além disso, as prefeituras locais devem inserir projetos em escolas que conscientizem alunos e a população dos riscos, prevenções e consequências das epidemias brasileiras, visando diminuir o problema. Posto isso, o Brasil será melhor para todos.