Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 23/03/2023
A Constituição Federal de 1988 assegura o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, tal prerrogativa não é reverberada quando se observa a maneira contingente e ineficaz de lidar com epidemias no país. Esse cenário nefasto ocorre não só em razão do deficitário incentivo à propagação de informações referentes à saúde pública, mas também devido à ausência de saneamento básico e ambientes estáveis para a moradia de uma parcela populacional. Logo, é necessário analisar essa conjuntura.
De início, deve-se analisar o conceito de “tábula rasa”, proposto pelo filósofo John Locke, que afirma que o conhecimento é imprescindível para moldar as ações dos seres humanos. Nesse sentido, a construção dos saberes deve ser ampliada para transformar atitudes sociais, refletindo positivamente na manutenção da saúde. Esse panorama, entretanto, é pouco observado na sociedade brasileira, uma vez que muitas instituições educacionais negligenciam a disseminação de informações tangentes às epidemias no Brasil, desprovendo a transmissão homogênea pelo território de conteúdos relacionados a vacinas e a prevenção de doenças, aumentando a ignorância populacional e segregando, principalmente, indivíduos que vivem em áreas periféricas, impedindo que as epidemias sejam combatidas.
Além disso, de acordo com o Ministério da Saúde, em 2015, 224101 casos de dengue foram notificados no território nacional. Nesse viés, pode-se afirmar que a proliferação de epidemias é uma problemática recente, sendo necessário combater esse quadro mediante estudos e ações afirmativas que implementem o saneamento básico de forma equiparada no país, visto que muitas pessoas ainda não têm acesso a recursos sanitários básicos, ferindo os princípios constitucionais.
Verifica-se, então, a necessidade de lidar com epidemias no Brasil. Para isso, o Ministério da Educação e da Cultura, por intermédio de propagandas e palestras abertas ao público, realizadas principalmente nos focos de epidemias, deve elucidar a importância da saúde no combate a doenças, a fim de conscientizar os cidadãos. Ademais, o Poder Legislativo deve criar projetos de leis mais rigorosos, de modo que o acesso a condições sanitárias básicas seja democratizado. Assim, será possível efetivar os elementos elencados na Magna Carta.