Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 11/04/2023
A Reforma Sanitária Brasileira, comandada pelo médico epidemiologista Oswaldo Cruz, no começo do século XX, promoveu melhorias na saúde pública do país, como a criação do saneamento básico e o fim de epidemias como a peste bubônica. Nesse viés, na atual realidade do território brasileiro, é evidente o aumento do sur-to de diversas doenças epidemiológicas. Dessa maneira, é imprescindível analisar os impasses existentes como a negligência governamental na garantia do bem-estar social e a falta de conscientização da população acerca das doenças epidêmicas.
Diante desse cenário, é válido analisar o déficit existente na realização de políticas para ações e serviços contra doenças epidemiologicas nos municípios brasileiros pelo SUS (Sistema Básico de Saúde). Dessa maneira, segundo o filósofo iluminista Jean-Jacques Rousseau, a sociedade está inserida no “Contrato Social”, o qual consiste na garantia do bem-estar da população pelo Estado, orgão gestor dos direitos coletivos. Com isso, a falta da implementação de projetos contra doenças de rápida disseminação, principalmente em regiões com aglomerados sociais, como a dengue, febre amarela e Covid-19, pelas unidades e postos de saúde municípais contribui, diretamente, no aumento de doenças infectocontagiosas.
Ademais, o aumento do negacionismo pela sociedade acerca das medidas sanitárias, como a vacinação e o distanciamento social, contribuem no aumento de surtos de doenças no território brasileiro. Nessa perspectiva, de acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim, a anomia social é um estado de desintegração da sociedade, no qual a normalidade é corrompida. Visto isso, a falta de conscienti-zação da população pode ser considerada uma anomia, pois compromete a esta-bilidade da saúde pública nacional. Tal fato pode ser comprovado pelo alta taxa de mortalidade existente em populações não vacinadas contra doenças epidêmicas.
Portanto, medidas são necessárias para reverter esse cenário. Cabe ao Ministério da Saúde, com as unidades básicas de saúde dos municípios brasileiros, diminuir o surto de epidemias infectocontagiosas, por meio da criação de ações efetivas contra as doenças e vacinação obrigatória e periódica de toda a população, com o objetivo de garantir o bem-estar e a saúde de toda a sociedade brasileira.