Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 01/07/2023
O quadro expressionista “O grito”, do pintor norueguês Edvard Munch, retrata a inquietude, o medo e a desesperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. Para além da obra, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de indivíduos assolados pelos desafios na saúde pública é, com frequência, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nesse viés, torna-se crucial analisar as principais causas desse revés, dentre as quais se destacam a negligência governamental e a falha na educação.
A princípio, é imperioso notar que a indiligência do Estado potencializa os desafios na saúde pública. Esse contexto de inoperância das esferas de poder exemplifica a teoria das Instituições Zumbis, do sociólogo Zygmunt Bauman, que as descrevem como presentes na sociedade, todavia, sem cumprirem sua função social com eficácia. Assim, pela baixa atuação das autoridades, a falta de senso da população agrava os problemas de saúde ao comprometer a higiene e os hábitos de prevenção. Dessa forma, para a completa refutação da teoria do estudioso e mudança dessa realidade, faz-se imprescindível uma intervenção estatal.
Outrossim, é igualmente importante apontar a falha na educação brasileira como outro fator que contribui para a manutenção dos desafios na saúde pública. Posto isso, de acordo com Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Diante de tal exposto, percebe-se que o ensino é um forte alidado contra os desafios da saúde, podendo retomar o senso da população, reerguer as práticas de prevenção, higiene e apaziguar epidemias, mas ele tem sido negligenciado, o que também exemplifica a teoria das “Instituições Zumbis”. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar os desafios na saúde pública. Dessarte, a fim de mudanças nesse quadro, é preciso que o Estado, por intermédio de instituições públicas de ensino, eduque a população acerca dos métodos de prevenção e tratamento dos principais desafios da saúde nacional, de forma a apaziguar epidemias no Brasil. Espera-se, assim, que os sofrimentos emocionais retratados por Munch delimitem-se apenas ao plano artístico.