Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?

Enviada em 08/08/2023

A série estadunidense “Grey’s Anatomy” retratra, ao longo dos seus episódios, os entraves vivenciados pela população, uma vez que o acesso ao hospital é escasso. Assim como na obra, esse cenário está se tornando comum na sociedade, visto que grande parte dos brasileiros não possui acesso aos hospitais de forma qualificada. Nesse âmbito, o seriado entre em sintonia com a nefasta perpetuação dos desafios da saúde pública e das formas de lidar com epidemias no Brasil, já que está intrinsecamente ligado à ausência de investimentos e ao despreparo para crises.

Primordialmente, vale ressaltar que ter um profissional de sáude qualificado é de grande importância para lidar com crises epidêmicas no Brasil. No entanto, apesar da excelência em possuir um bom médico na rede pública, fica claro que há uma ausência de investimentos para alcançar esse propósito, dado que não é ofertado para os doutores recursos capacitacionais, como exemplo, cursos voltados para gerenciar crises públicas na saúde. Nesse viés, é inadmissível que um governo de um país, como o Brasil, que ocupa hodiernamente a 13ª economia mundial, segun-do o Instituto de Geografia e Estatística, não invista na qualificação do médico.

Além disso, salienta-se que o despreparo das estruturas hospitalares para lidar com epidemias no Brasil, está interferindo continuadamente nos desafios da saúde pública. Desse modo, pode-se afirmar que prova desse precário sistema é o aumento no número de hospitais provisórios abertos em tempos epidêmicos. Tais fatos foram evidenciados no período pandêmico de covid-19, apesar de ter sido uma pandemia, ficou claro o despreparo na saúde pública brasileira, visto que foi necessário a reabertura de alguns centros hospitalares e novos leitos serem construídos, dessa maneira, dificultando o gerenciamento de epidemias no Brasil.

Infere-se, portanto, que são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Dessa forma, cabe ao governo promover ações para lidar com epidemias, por meio de investimentos nas redes hospitalares públicas e na capacitação profissional dos médicos, como exemplo, leitos feitos especialmente para momentos urgentes e cursos para gerenciamento de crises, no qual situações testes sejam abordadas, com o objetivo de diminuir os desafios na saúde pública.

Assim, evitando colocar em prática a situação vivenciada no seriado estadunidense.