Desafios na saúde pública: como lidar com epidemias no Brasil?
Enviada em 19/10/2023
O filósofo Raimundo Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema “Ordem e Progresso” não só para a Bandeira Nacional brasileira, mas também para a nação, que atualmente enfrenta inúmeros empecilhos para o seu desenvolvimento. Lamentavelmente, entre eles, destaca-se os desafios da saúde pública para lidar com as epidemias, problema recorrente na sociedade brasileira. Dessa forma, deve-se analisar como a superlotação nos hospitais e o movimento antivacina influenciam na problemática e seus efeitos na contemporaneidade.
Em primeiro lugar, é preciso pontuar que superlotação dos hospitais deriva da baixa atuação dos setores governamentais. Segundo Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar populacional; entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à ausência de atuação das autoridades, 77% dos hospitais mantém seus leitos desativados por falta de equipamentos hospitalares, dados apontados por estudo do Tribunal de Contas da União. Desse modo faz-se necessária a reformulação desse postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar o movimento antivacina como motivador do problema. Segundo relatório da Organização Mundial da saúde, o movimento antivacina é considerado um dos dez maiores riscos a saúde global. À luz desse pressuposto, é notório que existe diversas razões para as pessoas não se vacinarem, dentre elas pode-se destacar à falta de confiança nas vacinas. Indubitavelmente, tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a queda na cobertura vacinal contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com intuito de mitigar as epidemias, necessita-se urgentemente que o Ministério do Planejamento e Orçamento direcione capital, que por intermédio do Governo Federal juntamente com a Mídia, será revertido na compra equipamentos hospitares e propagandas informacionais sobre a importância da vacinação, por meio de investimento em infraestrutura e Campanhas midiáticas, para que a sociedade não naturalize essa indiferença. Dessa maneira, o Brasil se tornará a nação da ordem e do progresso, como proferiu Raimundo Teixeira Mendes.