Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 18/04/2021

No filme “Última parada 174”, é mostrada o cotidiano da jovem Soninha, que por sua vez, na adolescência vivencia a exploração sexual, que é a única forma de obtenção de renda para sua sobrevivência. Infelizmente, a vida da personagem retrata a realidade de milhares de crianças e jovens no Brasil, que sofrem abusos e explorações sexuais na juventude. Tal problemática é majoritariamente intensificada pelas desigualdades sociais, gerando traumas e doenças psiquiatricas no futuro. Nessa perspectiva, é necessário salientar as principais características desses desafios no combate  a exploração sexual dos jovens brasileiros.

Segundo o escritor e jornalista Eduardo Marinho, “Não há competição onde há desigualdade de condições. Há covardia”. No mesmo plano, a negligência governamental para com os direitos fundamentais do corpo social infantojuvenil, como: ausência de sistemas educacionais públicos de qualidade e a carência em projetos de renda auxiliar são os princiapais motivadores para a prática de abuso e exploração sexual infantil como alternativa de sobrevivência no Brasil. Sendo assim, acabar com essa alternativa é primordial para assegurar os direitos do adolescente e da criança.

Por conseguinte, a persistência dessa exploração na atualidade contribui de forma massiva para o desencadeamento de sequelas eternas na vida dos jovens brasileiros. Tais traumas são refletidos no aparecimento da depressão, ansiedade e distúrbios mentais, que por sua vez, acarretam a auto mutilaçao e o súicidio. Esses dados ficam evidenciados na pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que afirma a morte de 1 pessoa a cada 40 segundos devido o suicídio no mundo. Dessa forma, entende-se a exploração sexual de menores como um formador desse dado alarmante.             Portanto, é dever do Ministério da Saúde em conjunto ao Estatuto da Criança e do Adolescente e o Ministério da Educação criar clínicas de atendimento psiquiátrico e centros de entretenimento cultural e educacional voltada as ciranças e jovens abusados sexualmente. Tais ações serão implementadas por meio de um sistema nacional amplo que unirá os centros socioeducacionais com as clínicas de apoio mental, a fim de tornar o tratamento a traumas e sequelas menos danoso. Logo, é fundamental contratar psiquiatras, professores e pedagogos especialistas na área de apoio juvenil. Somente assim, será possível decrescer o numero de jovens explorados sexualmente no Brasil, podendo dessa forma nao repetir o trsite caso da Soninha.