Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 02/12/2020
A pedofilia, ato de abusar com intuitos sexuais de crianças e adolescentes, é uma problemática que se perpetua no Brasil por décadas. As vítimas, enclausuradas, muitas vezes por pessoas do próprio âmbito familiar, carregam marcas e traumas inesquecíveis. De modo geral, observa-se a dificuldade em diagnosticar a violência e o sistema de combate nacional ineficiente como pilares da persistência do abuso sexual.
Primeiramente, é de fundamental importância ressaltar que a figura do pedófilo não possui estereótipo, ou seja, religião, classe social e etnia em nada auxiliam na identificação do criminoso. Além disso, atuando de maneira agravante ao crime de pedofilia, nota-se uma nítida dificuldade nos violentados em denunciar o ato, afinal, os sentimentos de medo e intimidação os aprisionam em um mundo de obscuridade.
Outrossim, o Brasil possui um sistema de denúncia e monitoramento frágil, isto é, não há uma centralização de dados em uma única plataforma. Por conseguinte, os casos denunciados em departamentos e estados distintos são analisados de forma individual, impossibilitando a criação de um padrão sobre os casos de pedofilia.
Em síntese, percebe-se que o abuso sexual infantil é uma problemática difícil de ser combatida, porém existem formas de agilizar a intervenção. Inicialmente, cabe ao Ministério da Educação introduzir educação sexual na grade currícular desde os níveis básicos, visando, dessa forma, instruir, de maneira didática, as crianças sobre a inviolabilidade do seu corpo. Ademais, fica por conta do Governo Federal criar um sistema único de denúncia e monitoramento da pedofilia, facilitando, desse modo, uma melhor padronização e consequente intervenção dos casos.