Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 11/01/2021
O livro “Utopia”, de Thomas More, retrata uma sociedade vivendo em perfeita harmonia. No entanto, o cenário não se aplica a realidade vivida pela população brasileira, haja vista que diversas crianças sofrem abuso sexual diariamente. É necessário, portanto, analisar tal realidade de modo a ressaltar as diversas consequências no futuro do público infantil que vive esse entrave, em virtude da falta de conhecimento sobre seu próprio corpo para denunciar o abusador e da banalização desse assunto no âmbito familiar.
Em primeira instância, vale ressaltar que um dos grandes debates brasileiros é sobre a obrigatoriedade da educação sexual nas escolas. Dessa forma, parte da população ainda é contra, devido à crença de que as crianças aprenderão sobre a prática sexual antes da hora. Entretanto, a educação sexual se baseia em levar conhecimentos que ajudarão esses indivíduos a saber o que é certo e errado e ,assim, ser capaz de denunciar abusos. Vale lembrar que o máxima de Schopenhauer ,“Os limites do campo de visão de um conhece são determinados mundo que os cerca”, pode ser comparada ao que acontece com crianças abusadas dentro de sua residência por um familiar, de modo a considerar tal prática como normal, em virtude da falta de conhecimento.
Ademais, quando abusos não são denunciados, há grande chance do abusado tornar-se um abusador no futuro e assim, continuar com os altos índices já encontrados no conário brasileiro. Outrossim, há de ressaltar a importância de discutir esse assunto, já que muitas famílias não acreditam quando uma criança denuncia tais atos considerados estranhos, de modo a defender o agente, principalmente quando esse possui uma relação muito próxima da criança. Dessa forma, o público infantil segue calado quanto aos abusos, como o ocorrido no Espírito Santo, em que uma menina de onze anos engravidou após ser estuprada pelo tio que, só assim foi descoberto, de modo a ressaltar a ineficácia do governo para findar esse entrave.
Diante dos fatos supracitados, conclui-se que medidas devem ser tomadas para que o abuso sexual infantil deixe de ser recorrente no Brasil. Logo, urge que o Ministério da Educação considere as aulas de educação sexual como obrigatória. Dessa forma, professores e pscicólogos deverão montar a grade curicular e um livro com todo conteúdo que será disponibilizado, de modo a ser distribuído em todo Brasil. Assim, as crianças obterão o conhecimento necessário para denunciar os abusos, além de ter uma relação de confiança com os professores responsáveis pela disciplina, e poder relatar a eles o ocorrido, sendo possível haver mudanças nas futuras gerações, as quais não banalizarão o abuso e caminharão para o que é retratado no livro “Utopia”.