Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 02/12/2020
Nos tempos hodiernos, o abuso sexual contra menores é um crime bastante abordado em livros, séries e filmes. Dados apontam que a maior parte dos casos são cometidos na residência da vítima, sendo o estuprador, um parente próximo. No livro “Lolita” de Vladimir Nabokov, é narrada a história de Humbert, um homem de meia idade que mantinha um relacionamento sexual com sua enteada, de 12 anos. Ele romantiza o abuso e induz a provocação por parte da vítima. Embora seja uma obra literária, o livro apresenta características que se assemelham ao atual contexto brasileiro. Nesse sentido, o uso de medicações e psicoterapia são relevantes para combater o abuso sexual de jovens, visto que, a maioria dos pedófilos são diagnosticados com transtorno psiquiátrico, uma doença sem cura.
De acordo com o Diário do Grande ABC (DGABC), 20% dos sentenciados por pedofilia são identificados com uma doença. Dessa maneira, a enfermidade impulsiona a pessoa a se sentir sexualmente tentado de forma compulsiva por crianças e adolescentes. Nesse contexto, o proveito de medicações são necessárias, entretanto, quando a medicação não há êxito é essencial a aplicação de medicamentos antagônicos da ação da testosterona.
Ademais, é conveniente ressaltar que, segundo o filósofo norte-americano, BF Skinner: “não considera nenhuma prática imutável. Mude e está pronto para mudar novamente. Não aceito a verdade absoluta. Experimente! ”. Analogamente, a aplicabilidade da psicoterapia está associada ao pensamento de Skinner, pois com a beneficência do tratamento de problemas psíquicos, o capaz será capaz de modificar a sua personalidade e a forma de pensar. Desse modo, a fim de manter o controle da doença, a psicoterapia auxilia no bem-estar mental do paciente.
Depreende-se, portanto, que o abuso sexual de crianças e adolescentes no Brasil é um problema que aflige a sociedade atual e que precisa ser combatido. Sendo assim, cabe ao Ministério da Saúde investir no tratamento da doença, por meio da produção de medicamentos e admissões de profissionais da área de psicoterapia, não intuito de evitar que os pacientes busquem cometer abuso sexual em menores e que ajuste os seus defeitos psicológicos, se empoderando de si mesmos.