Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 28/12/2020

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, é assegurado o direito à vida e à segurança aos jovens brasileiros. No entanto, essa garantia tem sido ameaçada pelo abuso sexual infantil, seja pela ineficiência da segurança pública, seja pela falta de acompanhamento familiar. Nesse sentido, cabe a análise de como esses fatores corroboram para a persistência dessa brutalidade na sociedade moderna.

Em primeiro lugar, a ineficiência da segurança pública é a principal causa para a eclosão desse fator. A esse respeito, o filósofo Zygmunt Bauman, na teoria Instituição Zumbi, declara que algumas entidades perderam a sua função social, mas mantiveram a sua forma. Assim, o governo se mantém inerte perante a inexistência de serviço de proteção eficaz para as crianças e aos adolescentes. Isso demonstra a necessidade de uma política pública eficiente para o melhoramento da segurança infantil no país.

Além disso, a falta de acompanhamento familiar é um fator importante a ser discutido. Em Quincas Borba, o autor Machado de Assis, por meio da teoria Humanitas, declara a apatia como característica preponderante nas relações humanas. Dado que a carência de empatia ou diálogos dificultam o convívio humano e a cessação das atrocidades acometidas contra as crianças. Portanto, é necessário o convívio em família para solucionar os problemas apresentados.

Em síntese, é urgente que essa situação deixe de existir na contemporaneidade brasileira. Para tanto, o Ministério da Justiça deve, por meio de verbas governamnetais, investir em segurança pública a fim de proteger os adolescentes de abusos sexuais, como também precisa, mediante dos meios de comunicação, incentivar o convívio humano com a finalidade de melhorar a harmonia e empatia entre os membros da família. Dessa forma, haverá o respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente.