Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 07/12/2020
O filme “Preciosa” mostra a cruel realidade de uma jovem de 16 anos que foi abusada sexualmente pelo pai e que engravidou , além de ser ignorada pela mãe, também deve suportar as consequências desse abuso. Fora das telas, essa situação não é exceção, os jovens estão direta ou indiretamente expostos à violência sexual todos os dias. Nesse caso, a falta de educação sexual e a cultura do estupro dificultam o combate à pedofilia. Com isso, o número de casos ainda é alto, o que leva a traumas físicos e psicológicos, como a depressão.
No cenário exposto, fica claro que a cultura do estupro fará com que a vítima pare de denunciar, porque a culpa é de quem sofreu a agressão. Nesse sentido, pode-se citar o caso do presidente Jair Bolsonaro que disse a uma deputada que não a estupraria porque ela não merecia. Portanto, é preciso destacar que muitas vítimas têm medo de denunciar e serem julgadas. Como resultado, eles não receberam tratamento suficiente para tratar as doenças causadas pelos invasores, que podem ser mentais e físicas, como as doenças sexualmente transmissíveis. Nesse caso, a nova geração que cresceu nessa cultura teve a mesma ideia sobre o desenvolvimento interno do abuso sexual. Dessa forma, eles não podem denunciar casos de pedofilia, pois temem o agressor e a reação da sociedade.
Ademais, é difícil para as famílias detectar abusos e por serem crianças, muitos desconhecem o assédio. Por exemplo, segundo o psiquiatra Daniel Barros (Daniel Barros), quando um parente é agressor, essa mulher se recusa a condená-lo por ter dificuldade em aceitar que ele não protegeu o filho e adora a ideia de um crime capaz. Desse modo, pessoas próximas a parentes podem se tornar abusadoras. Além disso, devido à falta de educação sexual e de diálogo com os pais, as crianças pequenas podem sofrer violência, como tocar em suas partes íntimas sem relatar aos pais, por não conhecerem a gravidade do problema.
Portanto, para combater a pedofilia, as ONGs devem cooperar com a mídia para mostrar ao público que o estupro e o assédio nunca são as vítimas. Para tanto, anúncios explicativos e palestras devem ser organizados na comunidade sob a liderança de psicólogos, que percebem a importância do apoio às vítimas e denúncias. Ao mesmo tempo, as escolas devem promover a educação sexual das crianças, não apenas para indicar os tipos de abuso, mas também para informar os pais sobre a importância do comportamento. Por fim, as creches e as escolas também devem ter como foco as famílias e realizar palestras e discussões sobre a necessidade de diálogo com as crianças sobre os temas acima mencionados. Portanto, o combate à pedofilia será mais efetivo, o que reduzirá os abusos e levará à punição dos culpados.