Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 14/12/2020
No filme “As Vantagens de Ser Invisível”, o jovem “Charlie” sofre de depressão e tem dificuldades para interagir na escola porque foi abusado sexualmente pela sua tia quando criança. Na realidade brasileira, tal história ganha vida, uma vez que o abuso sexual infantil é recorrente e enfrenta desafios para ser combatido, seja por um Poder Público que dá pouco suporte a essa questão, seja pela falta de acompanhamento psicológico nas escolas. Logo, faz-se necessária a tomada de medidas que revertam a problemática citada.
Em primeira análise, o sistema judiciário nacional apresenta ineficiências com relação às ocorrências de abuso sexual dos pequenos. De acordo com notícias divulgadas pela “BBC”, as denúncias chegam a ser investigadas, mas demoram para serem combatidas. Com isso, os brasileirinhos permanecem vulneráveis aos agressores e não obtêm justiça. Sendo assim, o fortalecimento de políticas públicas é condição para que o crime abordado diminua.
Outrossim, as escolas deveriam estar mais atentas aos alunos, uma vez que mudanças no comportamento e no desempenho escolar podem ser consequências dos abusos em questão. Evidência da importância dessa atenção está no filme “Harry Potter” — o apoio do diretor e dos professores foi fundamental para que o jovem “Harry” superasse desafios. Entretanto, nas escolas brasileiras esse suporte ainda é baixo ou inexistente, visto a grande incidência de casos de abuso sexual infantil que não são detectados, segundo ainda a “BBC”. Portanto, os colégios devem, como compromisso, oferecer acompanhamento psicológico aos alunos para que possíveis casos de abuso sexual sejam identificados.
Diante dos aspectos citados, é imprescindível que o Ministério da Justiça, órgão responsável por proteger a população contra crimes, fortaleça as políticas públicas referentes à apuração de casos de abuso sexual infantil. Isso, por meio do aumento de funcionários especializados em investigar as denúncias, para que essas sejam combatidas mais rapidamente. Ademais, cabe ao Ministério da Educação implementar, nas escolas de todo o país, o acompanhamento psicológico dos pequenos, a fim de identificar possíveis casos de abuso contra elas. Com essas medidas, haverá menos vítimas como “Charlie” no Brasil.