Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 05/12/2020

O aliciamento de menores é uma questão delicada a ser tratada, tendo em vista que diariamente o número de vítimas crescem exponencialmente aos relatos de violência doméstica. Muitos dos indivíduos envolvidos nessa polêmica de causar mal ao próximo saem impunes por diversos motivos, dentre os quais se encaixam as falhas do governo federal com a justiça e ao grupo próximo da vítima. Com isso, é possível entender que sofrente dificilmente será ouvido pelos que deveriam defende-lo dos crimes pois são dependentes de alguém mais velho. Sendo assim, é necessário analisar cada questão presente no desafio de combater o abuso de jovens e os avanços existentes nesse assunto.

De acordo com uma notícia publicada pelo Ministério Público do Paraná (MPPR) no dia, 05 de Maio de 2020, as estatísticas apontam que a cada três crianças ou adolescentes são abusadas sexualmente no Brasil a cada hora. Seguindo a mesma pesquisa, mostra que entre os anos de 2011 a 2018 esses números aumentam rapidamente a cada ano em todo o país e as principais vítimas são meninas de 0 a 19 anos. Esses dados revelam que a cada momento surge uma nova vítima, sendo ela notificada para os agentes de segurança ou não pois muitos dos sofredores tem a sua liberdade privada por medo do criminoso ou devido aos próximos acobertarem o caso, anulando assim uma possibilidade de justiça. Pois se diariamente jovens são violados e possuem a sua liberdade negada dificulta aos agentes de segurança prestarem serviço de proteção para os mesmos por não receberem ocorrências dos atos.

De antemão, vale ressaltar que mesmo prestando ocorrência do crime e cada boletim ser investigado os agentes não possuem uma obrigação de prestar retorno do caso, ação essa que complica na busca de fazer justiça para com as vítimas.  Tendo em vista essa falha da justiça vale citar o meio de amparo rápido para a vítima, o Disque 100 (disque denúncia) , que diariamente recebe ligações de indivíduos relatando a violência sofrida e dentre os milhares de casos existe um padrão de vítimas que em sua maioria são crianças e jovens violentadas em seu próprio lar por algum parente. Logo, é notório a urgência de reverter essa realidade que os jovens e crianças sofrem no seu cotidiano.

Portanto, mediante mediante ao que foi exposto, torna-se necessário reformular cada camada social que visa a proteção de cada cidadão. Logo, cabe ao governo federal em parceria com associações de segurança pública reformularem seus critérios de proteção de população, tornando obrigatório o retorno de qualquer ocorrência, mostrando assim o respeito para quem busca amparo nos agentes de segurança. Cabe também aos recintos educacionais e aos núcleos familiares preservarem os jovens, ensinando defesa pessoal aos capacitados e supervisarem qualquer ato estranho praticado pelo menor ou adulto acompanhante , pois na identificação de qualquer alteração é necessário prestar serviço de proteção.