Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 04/12/2020
A primeira e segunda infância são marcadas por uma fase de muitos aprendizados para uma criança. É aqui que ela começa a desenvolver aspectos cognitivos, a viver em sociedade, criar hábitos, entre outros. No entanto, esses passos que as ajudam a se tornarem bons cidadãos no futuro, podem ser roubados quando as mesmas passam por situações traumáticas, como o abuso e a violência sexual.
Em primeiro lugar, esse tema ainda é visto como um tabu na sociedade. Muitas meninas, e até meninos, são vistos como culpados de um abuso que, na maioria das vezes, acontece na própria casa por familiares ou pessoas conhecidas. O medo de denunciar a violência sexual impede de que os órgãos governamentais tomem medidas mais eficientes para combater esse mal que assola tantas crianças.
Em segundo, a falta de interesse dos responsáveis em falar sobre esses assuntos com suas crianças intensifica ainda mais esses índices. Muitos pais não falam com seus filhos sobre abuso e exploração sexual por falta de preparo e conhecimento, ou por não acharem um tema tão importante para ser discutido, quando , na verdade, os indicadores apontam que, só em 2018, 32 mil crianças foram abusadas sexualmente, segundo o Fórum de Segurança Pública. Porém, ao falar dessa temática, pode ser uma forma de prevenção e segurança.
Sendo assim, o Brasil ainda precisa correr um longo caminho para combater o abuso e violência sexual. Para tanto, faz-se necessário a criação de programas com os pais e crianças nas escolas desde cedo - já que muitos casos acontecem ainda na primeira e segunda infância, com palestras feitas por profissionais especializados na área. O Estado, por sua vez, deve exercer um papel muito importante nesse combate, adotando medidas mais punitivas para os abusadores e investindo mais na segurança. Além do mais, é preciso incentivar a denúncia desses abusos, criando campanhas em conjunto das escolas, Estado e comunidade.