Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 04/12/2020
O livro “As vantagens de ser invisível” retrata a vida solitária de Charlie, um rapaz que apresenta problemas sociais, devido ao trauma e ausência de auxílio psicológico após ser abusado sexualmente aos cinco anos pela tia. Infelizmente, essa situação não se resume às páginas visto que, a maior parte de casos de abuso sexual no Brasil ocorrem em casa e não são denunciados pois, as crianças não compreendem o abuso.
A influenciadora digital Evelyn Regly, por exemplo, contou que sofreu abusos por parte de um tio quando mais nova, e que até hoje sente as consequências do assédio. Anos se passaram até que ela entendesse que não deveria ser tocada daquele jeito, porém não denunciou ou comentou com familiares o ocorrido até maio laranja, mês sobre a conscientização do abuso infantil no Brasil, deste ano.
Além do mais, crianças são incapazes de identificar o abuso visto que, não reconhecem as atitudes inapropriadas dos adultos e nunca foram ensinadas a denunciar ou percebê-las. Não obstante, segundo o IBGE 80% dos casos de abuso sexual acontecem dentro de casa, logo, é notório que a função de educar sobre limites e o próprio corpo não pode ser apenas dos responsáveis legais da criança, e sim, da escola.
Do mesmo modo, países como Holanda e Bélgica têm aulas obrigatórias sobre educação sexual, voltadas para cada faixa etária presente, ensinando sobre respeito, espaço pessoal e o que outras pessoas não têm o direito de fazer como, toques inapropriados ou insinuações.
Dado os fatos mencionados, é nítida a necessidade de medidas visando reduzir e combater o abuso sexual infantil no Brasil. Logo, o Ministério da Educação em conjunto com o Estatuto da Criança e do Adolescente, responsável pela segurança e integridade de menores de idade e a Câmara dos deputados, por meio de um projeto de lei idealizado por todos os órgãos responsáveis, torne obrigatória aulas sobre educação sexual nas escolas desde a primeira infância, visando ensinar