Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 04/12/2020

a criança mais agressiva ou introspectiva, ou causando transtornos alimentares.Outrossim, o fato de os abusos serem recorrentes, pode resultar em gravidez precoce e não desejada, fazendo com que a criança perca sua infância para cuidar de outra criança. Ou resulte, ainda ,na evasão escolar, seja por conta da gravidez ou por diminuição no rendimento escolar. Tendo em vista essas questões, com o intuito de se combater o abuso sexual infantil, faz-se mister que os Ministérios da Saúde e o da Educação, em parceria, insiram na grade curricular obrigatória das escolas, aulas de educação sexual, abordando as diferenças da anatomia masculina e feminina, as regiões onde as outras pessoas não devem tocar as crianças, que deverão ser ministradas pelos professores de ciências,desde as primeiras séries escolares, utilizando material e linguagem adequados para cada idade, que deverá ser elaborado pelos mesmos Ministerios. Cabe às escolas estender o ensino de educação sexual aos pais e colaboradores das escolas, que deverão acontecer por meio de palestras, ministradas também pelos professores de ciências, aos sábados, evidenciando além da educação sexual, as mudanças de comportamento das crianças frente ao abuso, ensinando-os formas de denúncia e a importância desse ato. Nesse sentido, cabe ao ministério da Mulher da família e dos direitos humanos, com objetivo de aumentar o número de denúncias para fins de visibilidade ao problema, realizar campanhas de incentivo à denúncia através de propagandas nas mídias sociais e televisivas, em horário nobre, ensinando, por meio de linguagem simples e de fácil compreensão, os passos que devem ser seguidos para se denunciar um abuso. Ensinar crianças e jovens a se protegerem e incentivar a denúncia são caminhos iniciais para se combater o abuso sexual de crianças e adolescentes.