Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 11/12/2020

Segundo o pensamento do filósofo Michael Foucault “o homem é um ser biopsicosocial”. Tal frase, evidencia a formação da essência humana em sua natureza biológica, psíquica e social. Com base nesse fato, é possível concluir que a carência de uma das características apresentadas refletirá negativamente na construção do indivíduo, levando-o a apresentar comportamentos impróprios, como por exemplo, o ato de abusar sexualmente de crianças. Em conclusão, são enormes os desafios ao combate dessa prática no Brasil e é de extrema importância o estudo sobre suas causas e consequências no país.

Primordialmente, é indispensável o debate em relação as causas dos desafios ao combate ao abuso sexual infantil no Brasil. A título de exemplo, segundo o site “Agência Brasil” nos primeiros meses de 2019 foram registradas mais de 4,7 mil denúncias de exploração sexual de indivíduos entre 3 a 7 anos, sendo 70% dos casos praticados por parentes próximos da criança. Tal pauta, tornou-se um dos maiores desafios a tentativa de combate a esse problema, devido a forte manipulação direcionada a vítima para que não conte sobre o acontecido e a sua próximidade com a mesma, torna-se difícil o conhecimento e consequentemente, a erradicação do acontecimento.

Ademais, é notório o estudo das consquências que afetam o país devido à execução da prática da exploração sexual pueril. Por exemplo, em 2020 de acordo com o site “Uol” uma menina de 10 anos foi submetida ao procedimento de aborto em razão da gravidez causada por estupros constantes que sofria do seu tio masi próximo. No entanto, mesmo o processo sendo legal, inúmeros cidadãos foram protestar em frente ao hospital em prol do cancelamento da ação e a prisão do médico que aceitou realizá-la. Portanto, é imprescindível a influência negativa da atitude desses indíviduos no combate a exploração sexual infantil, trazendo consequências para o país e para cada uma das crianças que sofre desse tormento, como a normalização dessa prática por parte dessa parte da população, aumentando cada vez mais os casos dessa atrocidade.

Por fim, faz-se necessária a intervenção do Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação, com o objetivo de diminuir a probabilidade da ocorrência de assédios contra crianças, a inserção da obrigatoriedade do ensino de educação sexual nas escolas com auxílio de ferramentas como músicas didáticas e livros explicativos que facilitem a compreensão por parte dos alunos. Além disso, é indispensável o incentivo por parte do Governo Federal em parceria com empresas privadas, visando a propagação da prática da denúncia do abuso ocorrido por meio de propagandas estampadas em outdoors e nas redes sociais para que assim, a vítima se sinta estimulada a denunciar a agressão.