Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 04/12/2020
O Estatuto da Criança e do Adolescente(ECA), em seu artigo 130, prevê a integridade e o zelo a sexualidade do menor de idade. Contudo, somente isso não basta para combater o abuso sexual infantil. Tal problemática tange as relações familiares, sendo indispensável falar tanto do agressor, quanto da vítima.
A princípio, vale relembrar o verso do MC Denny, funkeiro e pederasta, que dizia isto enquanto as relações sexuais com meninas mais novas “se nois não comer, vai vir outro e vai comer”, que de fato retrata bem o pensamento de um agressor. Consequentemente, muitas das vezes esse argumento é usado para justificar tamanha promiscuidade, geralmente por um tio tarado ou padrasto pedófilo, visto que, segundo o Ministério da Saúde, em média 37,7% dos casos desses abuso são cometidos por pessoas com vínculos familiares.
Mas ainda assim, quem encara tudo isso é a vítima, que como se não bastasse os abusos, ainda sofre problemas psicológicos. A Hannah Arendt, filosofa política, mostrou em seu livro “banalidade do mal” que quando a violência ocorre de maneira contínua, ela tende a ser normalizada. Ou seja, o abusado sofre tanto que acostuma, situação lamentável que se mostra recorrente em muitos lares do Brasil.
Por fim, cabe o Estado a amenização desse problema, por meio do conselho tutelar, ampliando a visibilidade dos casos - com visitas estratégicas em regiões com casos mais recorrentes -, visando expor o agressor para a justiça e deixando com que o ECA faz o resto. Para que assim o MC Denny pense duas vezes antes de pegar uma menor de idade, e a pátria caminhe progresso.