Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 04/12/2020

No filme Anjos do Sol, Maria que tem menos de 12 anos é vendida por seus pais para trabalhar como empregada, porém ela é mandada na verdade para um prostíbulo. Fora das telas essa situação não é diferente, na qual diariamente crianças e jovens sofrem abuso sexual. Nesse sentido, o problema persiste em virtude da falta de denuncias e da má estruturação familiar no Brasil.

A priori, a carência de denuncias caracteriza-se como um complexo dificultador para o combate ao abuso sexual infantil. Segundo a Secretaria de Estado de Direitos Humanos (SEDH), apenas 2% dos delitos são denunciados. Nessa perspectiva, pode-se observar que a ausência de denuncias fazem com que os abusadores continuem se aproveitando de suas vítimas que muitas vezes por medo ou, como crianças, não saberem o que está acontecendo acabam silenciadas.

Outrossim, há a falta de estruturação familiar como causa do problema. Nesse viés João Paulo II defende que ‘‘o futuro depende, em grande parte, da família’’. Dessa forma, percebe-se que a família tem papel muito importante na formação e criação dos indivíduos, portanto a má estrutura familiar brasileira gera problemas como a violência sexual dentro do próprio círculo familiar, gerando transtornos e traumas em diversos jovens que confiam nesses abusadores por serem seus parentes.

Portanto, medidas devem ser tomadas. Para isso, o Ministério da Educação, com o apoio do Congresso Nacional, deve colocar o tema abuso sexual infantil dentro das agendas escolares, por meio da criação de uma lei que estabeleça obrigatório a discussão sobre tal tema em redes escolares, a fim de conscientizar e encorajar crianças e adolescentes que estão passando por isso, perceber o abuso e denunciar. Só assim seus direitos seriam garantidos.