Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 04/12/2020
Nos tempos antigos, as mulheres em Atenas não tinham direitos e seu marido a oprimia e aprisionava em casa. Portanto, a sociedade é produto de uma cultura patriarcal, na qual a mulher é considerada inferior, vulnerável e incompetente, além de ser considerada objeto de dominação. Hoje, o abuso sexual e a violência se tornaram um sério problema social entre a população brasileira, principalmente as mulheres. Considerando os aspectos humanos e sociais, essa questão sempre pediu mais atenção aos brasileiros.
A pedofilia é um tema tabu em nossa sociedade e geralmente é ignorado porque o indivíduo não possui o conhecimento e as informações necessárias para lidar com o caso. Além disso, é importante enfatizar que a vítima e a visão da vítima sobre si mesmas são limitadas, pois muitas pessoas consideram essa situação de exploração normal. Sem dados pessoais, é difícil identificar o agressor. Porém, a maioria deles são pessoas próximas, como pais e mães, o que é mais complicado. O dial de direitos humanos (disque 100) recebeu cerca de 180 mil denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes, das quais 26 mil foram de exploração e abuso sexual, principalmente de meninas. O tratado silencioso deve ser quebrado, as vítimas devem confiar em suas vozes e devem ser saudadas por toda a sociedade antes que possam começar a resolver este grande problema.
A sexualidade ainda é um problema muito desafiador para todos, mas é inerente a si mesma, por isso é importante conversar sobre isso com adolescentes e crianças. A Dra. Albertina Duarte disse que por ser este o primeiro passo da prevenção, todos devem estar preparados para ouvir. Portanto, é muito importante que as crianças e os jovens estejam preparados para falar com segurança sobre este acontecimento, pois não é importante apenas que a sociedade quebre este tabu perante esta realidade trágica. Agências de proteção e agências de saúde pública estão dispostas a fornecer suporte total aos menores.
Os direitos humanos das crianças e dos jovens devem ser respeitados. Para tanto, é imprescindível que o governo federal e as redes de proteção (como Conselho Tutelar, Polícia e Poder Público) desenvolvam em conjunto um plano de consulta específico para os casos de pedofilia, visando uma melhor proteção às vítimas. Além disso, as escolas devem abrir aulas de educação sexual para que os alunos tenham mais compreensão e controle de seu corpo. Claro, o mais importante é que a família introduza o sexo às crianças.