Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 12/12/2020
No filme “preciosa”, é retratada a história de uma jovem que é abusada sexualmente pelo seu pai dentro de sua própria casa desde a infância, e consequentemente passa pela sua segunda gravidez. Similarmente, fora da ficção, o abuso sexual infantil também é muito presente, e desafios são encontrados no combate contra esse assédio aos menores de idade. Dessa forma, a falta de informação da sociedade frente esse assunto e a ineficiência da justiça brasileira em resolver o problema são alguns dos desafios enfrentados.
Em primeira análise, familiares e amigos sofrem com a ignorância de não saber identificar e agir diante crianças que sofrem abuso sexual, devido o assunto ser pouco debatido em sociedade. No filme “As vantagens de ser invisível”, um adolescente enfrenta o sofrimento em segredo durante anos, por seus pais não identificarem que ele foi abusado sexualmente na infância pela sua tia. Nesse sentido, às crianças tem medo e receio de contar aos pais e os pais, por sua vez, afligem-se pelas atitudes atípicas adquiridas pelo trauma do abuso que, muitas vezes, os filhos apresentam, entretanto, os pais não sabem como passar confiança e segurança para seus filhos. Dessa maneira, a falta da informação para a população sobre este problema só dificulta a luta contra o assédio infantil.
É importante pontuar, também, que a justiça brasileira é falha na resolução de casos de abuso sexual infantil. De acordo com a fundação Getúlio Vargas, 70% dos brasileiros não confiam na polícia. Fato esse, que é explicado pelo longo histórico de estrupadores e pedófilos impunes, e pelas vítimas que não recebem nenhuma proteção do Estado. O site ‘‘metropoles.com’’, mostrou que 99% dos crimes são absolvidos no Brasil, reforçando a tese de ilegalidade da justiça brasileira. Logo, um país no qual não se pode contar com a justiça dificilmente combaterá o abuso sexual infantil.
Portanto, fica evidente que a falta de informação sobre o assunto e a inutilidade da justiça brasileira são grandes problemas na luta contra o assédio de crianças e adolescentes. Cabe às Escolas e ONGS especializadas o papel de levar informação e conhecimento às famílias, por meio de palestras com pais e filhos e reuniões com os pais, para orientá-los a indentificar a situação presente dos seus filhos quando apresentarem comportamentos atípicos advindos dos traumas do abuso, e como proceder e mantê-los seguros diante a situação. Cabe ao Poder Legislativo que intensifique as leis do ECA e de proteção adequada a vítima, criando leis mais punitivas, as tornando mais eficazes para punir abusadores e garantindo assistencia psicologica gratuita aos adolescentes lesados, a fim de que a população tenha mais coragem de denunciar e levar ao público casos de abusos infantil, e assim, consequentemente, haja uma significativa diminuição no número de casos de assédio.