Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 09/12/2020
Na obra “Lolita” ,do escritor russo Vladimir Nabokov, é retratada a história de um homem de meia-idade que viola uma menina de 12 anos. Infelizmente, a pedofilia não existe só na ficção, sendo um problema presente na realidade brasileira em função, principalmente, da falta de educação sexual. Portanto, é profícuo discutir a problemática a fim de resolvê-la.
De início, é válido ressaltar que muitas crianças abusadas sequer conseguem entender que foram vítimas. Isso se deve, sobretudo, à dificuldade que as famílias brasileiras, que são, em sua maioria, cristãs, têm de falar sobre o assunto e orientar os jovens. Logo, o tabu gerado pela religião acaba contribuindo para um sistema que mantém o abusador impune e a vítima indefesa, sendo necessário mudar essa realidade por meio da educação.
Outrossim, a displicência estatal colabora com a violência. Nessa perspectiva, de acordo com o artigo 227 da Constituição Federal, é dever do Estado proteger as crianças da crueldade. Entretanto, ao se observar a inércia do poder público no que tange a aprovação de medidas educacionais que visem instruir os jovens a denunciarem caso sejam vítimas violência sexual, fica claro o papel do poder público no agravo da questão.
Desse modo, é evidente que medidas são necessárias para combater a pedofilia no Brasil. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação oriente as escolas a abordarem a educação sexual com clareza a partir do fundamental por meio de aulas que, apresentando conteúdo consonante à idade das crianças, ensinem que determinadas interações dos adultos com elas são inapropriadas e devem ser denunciadas a alguma autoridade da escola para que, assim, se verifique a ocorrência de um crime. Apenas com educação será possível salvar os pequenos da pedofilia.