Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 05/12/2020
Um acontecimento muito conhecido no Brasil é o caso Araceli, uma menina de apenas oito ano que no Espírito Santo foi sequestrada, estuprada e morta por abusadores que estão impune até os dias atuais. Visto que, assim como nesse fato, diversas crianças e adolescentes são abusados no Brasil e os responsáveis pelo ato não sofrem as devidas consequências, se tem muitos desafios para combater essas violências sexuais, sendo alguns deles, a falta de denúncias e de monitoramento exclusivo por parte do Governo.
Em uma primeira análise, é evidente que as pessoas devem denunciar imediatamente quando presenciarem marcas de abuso sexual em crianças. Entretanto, de acordo com uma pesquisa disponibilizada pelo Ministério da Saúde no Boletim Epidemiológico 27, trinta e sete por cento dos agressores tinham algum vínculo familiar, com isso, muitas vezes as pessoas, por não quererem que aconteça algo com o parente, não denunciam.
Em um mesmo sentido, outra barreira a ser enfrentada é a falta de um órgão exclusivo para monitoramento da área de abuso infantil. Visto que, no Brasil, as denuncias podem ser feitas em departamentos diferentes, como em delegacias da polícia, ao Ministério Público, aos conselhos tutelares e outros, a informação que chega ao Governo é dificultada. Com isso, para que os casos sejam repassados e investigados pela polícia federal ou outra autoridade existe complicações maiores que poderiam ser evitadas com uma implantação de um cargo específico.
Em suma, pode-se afirmar que existem muitas barreiras para combater a violência sexual infantil. Diante disso, cabe ao Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação, disponibilizar uma educação sexual para os jovens desde cedo, por meio da inserção, desta, na grade escolar, ensinando o que não deve acontecer com o seu corpo e como ele funciona, a fim de que as crianças tenham consciência de que está errado e conte para seus responsáveis. Dessa forma, com o ensino da maneira correta, os pais serão alertados pelos próprios filhos.