Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 05/12/2020

Se configura violência sexual infantil quando um adulto invade a liberdade sexual da criança, sendo por meio de contato físico, conversas sobre relações sexuais de forma invasiva, propostas para realização de atividades sexuais, entre outros. Tais posturas devem ser veementemente combatidas, pois trazem inúmeras complicações psicológicas e físicas para o abusado, muitas vezes acabando com a alegria da infância de uma criança.

Em primeira análise, com a chegada da quarentena, devido ao Coronavírus, as crianças e jovens estão passando muito mais tempo dentro de casa, o que os deixa muito mais em contato com seus abusadores. Tal situação é de extrema importância, pois, de acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 70% dos casos de abuso ocorrem dentro de casa, o que é extremamente traumatizante para uma criança, e muito mais difícil de ser detectada pelas forças policiais.

Outrossim, com base em pesquisas realizadas pela revista britânica “The British”, o Brasil se encontra em 11° lugar do ranking de países que mais apresentam casos de violência sexual infantil. Tal dado coloca o Brasil como um dos piores do mundo nesse quesito, o que pode ,em partes, explicar a grande quantidade de jovens e crianças brasileiras que entram em quadros de depressão após sofrerem abuso sexual.

Portanto, para diminuir cada vez  mais o número de casos de abusos sexuais, é necessário que o governo, por meio de concursos, contrate psicólogos para atuarem nas escolas públicas de todo país, para que quando uma criança apresente alguma alteração em sua personalidade, como mudança no apetite, no sono, na fala, o psicólogo prontamente converse com o aluno e tente descobrir se o jovem passou por um processo de abuso sexual, e logo após, se for constatado que sim, esse profissional deve rapidamente denunciar o caso às autoridades. Tal medida fará com o número de denúncias aumente, e consequente mais abusadores sejam punidos, fazendo com que as crianças de todo país sintam-se mais seguras em suas casas, bairros e cidades.