Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 10/12/2020
De acordo com Hobbes, o ser humano é bárbaro e possui atitudes funestas, de maneira análoga, os casos de abuso infantil são frutos de uma atitude nefasta do ser antrópico. Além disso, deve-se ressaltar o papel parental, em que na maioria dos casos, o abusador está entre os familiares da criança e dificilmente o círculo familiar nota a violação, contribuindo para o agravamento das consequências na psique infantil. Outrossim, a sexualização infantil no meio hodierno ocorre de maneira demasiada, em que programas como “cuties” são romantizados e a divulgação de mídias sexualizadas de crianças é dada como normal, distorcendo a mente social em relação às banalidades.
Em primeira análise, deve-se ressaltar que cerca de 70% dos casos de abuso sexual infantil ocorrem dentro da residência, ou seja, o agressor é necessariamente um familiar ou um conhecido da vítima. Porém, a maior parte dos familiares não possui conhecimento do abuso, seja por pressão do responsável ou por timidez da vítima, isso fomenta consequências desastrosas na mente infantil, em que o pequeno se sente violado, podendo desenvolver enfermidades como a síndrome do pânico e a depressão. Dessarte, parte da culpa recai sobre pais e familiares, que devem monitorar o público infantil de perto e evitar expor a criança de forma hiperbólica a conhecidos ou familiares suspeitos.
Sob um segundo olhar, obras famosas como “Cuties”, que sexualizam o público infantil, acabam sendo romantizadas na televisão, em que crianças têm seus corpos expostos e violados. Isso contribui para a distorção do papel social juvenil em uma comunidade, banalizando atitudes como a pedofilia e o abuso infantil. Da mesma forma, a rarefeita informação acerca da pedofilia nas escolas é responsável por essa vulgarização, em que os indivíduos se encontram desinformados acerca das adversidades sociais, contribuindo para a proliferação de abusos, além da propagação de obras criminosas. Isso é consoante com o pensamento de John Dewey, que profere que a educação é a própria vida, ou seja, é pela educação que se erradica a desinformação e consequentemente combate banalidades sociais.
Por tal prerrogativa, é de incumbência do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos promover a conscientização acerca dos casos de abuso na residência familiar, sendo efetuado por meio de palestras nos centros comunitários, com profissionais e informando acerca dos perigos e das consequências do abuso infantil, com o objetivo de garantir a proteção da camada mais jovem da população e evitar as violações. Além de que, o Ministério da Educação deve promover o ensino sexual nas escolas, em que as crianças devem ser informadas acerca da problemática dos desfloramentos, sendo efetuado por meio de aulas dinâmicas, ademais, programas corrompidos como “cuties” devem ser tirados do ar, com a finalidade de assegurar a informação, seguindo os princípios de John Dewey.