Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 06/12/2020

Na novela “O Outro Lado do Paraíso”, a personagem Laura sofreu uma série de abusos na infância pelo seu padrasto e depois de anos, o viu ser condenado pelo crime. Fora da ficção, nem todas as crianças e adolescentes tem a mesma sorte de ver o abusador na cadeia. Além da existência do tabu na sociedade brasileira que evita falar sobre os abusos e explorações sexuais infantis, a não denuncia desses casos pelas famílias resulta não apenas no sentimento de incerteza do cumprimento da lei. Em primeira análise, o aumento do número de casos envolvendo violência sexual infantil no Brasil. Diante disso, em uma pesquisa, mostra que por dia, são mais de 50 denúncias de abuso sexual infantil e que 70% das crianças, de 0 até 9 anos de idade, foram violentadas dentro da própria casa e o agressor era do sexo masculino. Um exemplo disso ocorreu no Agreste de Pernambuco e foi reportado pelo jornal O Globo, o caso de uma criança de 1 ano que morreu após sofrer estupro pelo padrasto e pela omissão de socorro por parte da mãe. Em segunda análise, como forma de conscientizar a sociedade, as redes sociais e escolas se mobilizaram para o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes realizado no dia 18 de maio. A data também comemora o aniversário da Campanha Faça Bonito que possui o intuito de chamar a sociedade para prevenir e enfrentar a violência sexual contra crianças. A campanha foi criada após o crime de Araceli que com apenas 8 anos, no Espírito Santo, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta e que até hoje estão impunes. Podemos concluir que, como disse Bill Gate: “O modo como você reúne, administra e usa a informação, determina se você vencerá ou perderá”. A partir disso, fica evidente que para cessar a problemática do abuso infantil se faz necessária à colaboração do Ministério da Educação, na implantação de um plano de educação sexual nas escolas de todo o país, informar e sensibilizar sobre as questões além da contracepção e consentimento em relações sexuais, como também identificar os abusos e sobre a quem recorrer quando isso acontece.