Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 07/12/2020
Na novela “O Outro Lado do Paraíso”, a personagem Laura sofreu uma série de abusos na infância pelo seu padrasto e foi condenado muitos anos depois. Com exceção dos romances, nem todas as crianças e adolescentes têm a sorte de ver seus agressores irem para a prisão. Além da existência de um tabu na sociedade brasileira para evitar falar em abuso e exploração sexual infantil, a omissão das famílias em denunciar esses casos não só gera incertezas quanto ao cumprimento da lei, mas também obscurece o fato de que, na maioria dos casos, estes os abusadores de crianças participam da vida social com os membros da família.
Vale destacar que aumentou o número de casos de violência sexual infantil no Brasil. Portanto, uma pesquisa realizada pelo Human Rights Dial mostra que há mais de 50 denúncias de abuso sexual infantil todos os dias, e que 70% das crianças de 0 a 9 anos são estupradas em casa, e o agressor é do sexo masculino. Exemplo disso ocorreu no estado do Agreste de Pernambuco que, segundo o jornal O Globo, trata-se de uma criança de 1 ano que morreu estuprada por um padrasto e a mãe não forneceu ajuda.
Por outro lado, com o objetivo de sensibilizar a sociedade, as redes sociais e as escolas foram mobilizadas no dia 18 de maio para o Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual e Infantil de Crianças e Jovens. A data também comemora o aniversário do “movimento da beleza”, que visa fazer um apelo à sociedade para prevenir e enfrentar a violência sexual contra crianças. O movimento surgiu após o crime de Araceli, que foi sequestrado, estuprado e assassinado no Espírito Santo quando tinha 8 anos por um jovem de classe média alta que ficou impune.
Portanto, de acordo com Bill Gate: “A maneira como você coleta, gerencia e usa as informações determina se você ganha ou perde.” Portanto, a fim de deter o problema de abuso, é necessário que o Ministério da Educação implemente um programa de educação sexual em escolas de todo o país, incluindo slides, trabalho em grupo e exibição de pôster, a fim de educar e promover a contracepção. Ao mesmo tempo, é necessário que a mídia faça campanhas publicitárias, incluindo anúncios e pôsteres, para lembrar as crianças dos casos de abuso sexual e estimular as famílias a denunciar. Por meio dessa abordagem, além de proteger o direito de todas as crianças e jovens de desenvolver comportamentos sexuais com segurança, eles também aprenderão a prevenir o abuso e a exploração sexual.