Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 07/12/2020
O sociólogo Durkheim postulou o termo “anomia social” para se referir ao estado de caos na sociedade, o qual se aplica ao abuso sexual e a exploração infantil no Brasil. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea, são entraves que dificultam a redução do abuso sexual em crianças e adolescentes. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária, é necessário analisar, seriamente, os subterfúgios, a fim de solucionar essa mazela social.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a pedofilia é uma perversão que leva um indivíduo adulto a se sentir sexualmente atraído por crianças. Com isso, crianças e adolescentes muitas vezes são levadas a essa condição por quem teria a obrigação de protegê-los: seus próprios pais. Diante disso, a violência sexual prejudica profundamente o desenvolvimento psicossocial, ocasionando problemas como estresse, depressão, mudanças de comportamentos bruscas e pertubações no sono.
Faz-se mister, ainda, salientar que em decorrência da vulnerabilidade e persistência do abuso sexual, existem séries de fatores que podem favorecer a exploração sexual. Desse modo, a exploração sexual infantil ocorre quando a criança ou adolescente vende seu corpo porque foi induzida a essa prática, seja pela situação de pobreza absoluta, pelo abuso sexual familiar ou pelo estímulo ao consumo. Em consonância com a realidade, o filme " Anjos do Sol", retrata a exploração sexual e o tráfico infantil, no qual os responsáveis se aproveitam da necessidade econômica para vendê-los para aliciadores.
Logo, visando os impactos negativos causados pelo abuso e exploração sexual, é preciso modificar a realidade. Urge ao Ministério Público Federal, propor novas estratégias de denúncias e campanhas exclusivas em meios televisivos, voltadas para o público-alvo infantil, para que possa prevenir essas práticas e garantir a proteção necessárias às vítimas. Assim, seria o caminho para superar a “anomia social” postulada por Durkheim.