Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 07/12/2020

No período colonial gerações de crianças morreram ,pois foram abusadas sexualmente e vendidas por seus senhores. Desse modo, percebe-se que o abuso infantil no Brasil é um fato histórico, que prejudica milhares de crianças pelo país. Além disso, a objetificação da criança e do adolescente e a falta de educação sexual são desafios que impedem o combate ao abuso sexual. Dessa forma, para amenizar esses problemas, são necessárias medidas de caráter exequíveis.

Faz-se necessário, antes de mais nada, considerar que historicamente inferindo, na Grécia antiga o casamento e a maternidade infantil precoce para as meninas eram incentivados, também os meninos eram esperados se casarem antes de chegarem a idade de 18 anos, muitas vezes por questões financeiras. Essa objetificação da criança e do adolescente perdura atualmente, impedindo o combate ao abuso infantil, consequentemente, prejudicando milhares de crianças psicologicamente e fisicamente. Além disso, de acordo com o Banco Mundial, a cada ano cerca de 15 milhões de garotas no mundo se casam antes de completarem 18 anos. Dessa maneira, é importante reduzir esse desafio para ter a melhoria do combate ao abuso sexual infanto-juvenil.

Outrossim, de acordo com o pensamento Durkheimiano, o ser é aquilo que a sociedade faz dele, nesse sentido, o grupo social que aborda sexualidade como tabu, consequentemente, terá jovens vulneráveis há abusos sexuais. Porque, a falta de educação gera desconhecimento sobre a sexualidade, podendo ser uma das causas da mortalidade infantil no Brasil. Um exemplo disso é abordado na obra “Capitães da Areia” de Jorge Amado, que fundamenta a antecipada vida sexual das crianças do Brasil, com personagens vivenciando contextos que envolvem sua erotização e também a ausência educacional. Logo, a educação sexual é extremamente fundamental para a proteção de vários jovens, assim é imprescindível amenizar a falta de conhecimento sexual para o jovens do país.

Compreende-se, portanto, que é imperioso sanar a objetificação da criança e do adolescente e a falta de educação sexual no Brasil. Sendo assim, deve haver ação do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), que tem por objetivo a proteção integral da criança e do adolescente, para reduzir a objetificação do infanto-juvenil, por meio de fiscalizações em residências suspeitas e locais propícios, com a finalidade de acabar com o casamento e a erotização infantil. Ademais, deve ter atuação do Ministério da Educação, que é responsável pela gestão e financiamento de toda a educação do país, para amenizar a falta de educação sexual no Brasil, por intermédio de aulas sobre sexualidade, a fim de evitar vulnerabilidade sexual entre os jovens. Destarte, irá diminuir os desafios e terá melhoria no combate ao abuso infantil, desse modo mudando a história do país.