Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 07/12/2020

No best- seller Lolita de Vladimir Nabokoy, é mostrado o sofrimento de Dolores, uma menina de doze anos que é submetida à vários abusos cometidos pelo padastro. Um renomado professor de meia idade, que se aproveita da sua inocência para abusar e manipular. Nos dias atuais, o número de crianças e adolescentes que são vítimas de abusos sexuais cresce a todo minuto. Mas nem todos os casos são relatados, geralmente por medo e falta de informação da vítima.

Ressalta-se que as vítimas de maus-tratos têm entre oito e treze anos, sendo a maioria mulheres. O agressor costuma ser um parente ou conhecido da família, e as ameaças e temores da criança fazem com que ele se esconda sem relatar a situação ao responsável. Os repórteres procuram hospitais e instituições para ajudá-los a lidar com esses casos. Porém, algumas pessoas não condenaram, às vezes porque não acreditavam na criança, temiam ou queriam defender o réu. Como consequência, as mais novos acabam desenvolvendo problemas psicológicos em uma idade muito cedo, como a ansiedade.

Além disso, é preciso dizer que a lei contra a pedofilia ainda é inválida. Depois de usar os regulamentos atuais por vários anos, suas limitações e deficiências foram observadas. Muitos exploradores sexuais não são punidos porque a lei não estabelece padrões preventivos: o departamento de inteligência policial não possui meios legais suficientes para monitorar as redes sociais ou salas de bate-papo em busca de atitudes suspeitas. Outra questão é a flexibilidade da legislação: embora a pedofilia seja considerada um crime hediondo, normalmente só prevê multas. Em uma análise mais ampla, a norma provou ser inválida porque a sociedade geralmente não a condena publicamente.

Portanto, medidas devem ser tomadas para solucionar o impasse: em primeiro lugar, instituições de ensino e organizações não governamentais podem auxiliar, promover palestras, discutir e até mesmo projetos que visem estimular crianças e jovens a denunciar crimes. A mídia influente pode discutir o tema e mostrar suas consequências em novelas e programas de TV. Além disso, o governo oferece atendimento psicológico gratuito nas escolas para encontrar possíveis vítimas e punir o agressor.