Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 08/12/2020
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a pedofilia é considerada um transtorno mental, sendo definida como a atração sexual por crianças e adolescentes. O enquadramento em agressão sexual ocorre quando a patologia se exterioriza, incluindo os pedófilos, mas não se restringindo a eles. De acordo com Jean-Paul Sartre, a violência, seja qual for a forma que ela se manifestar, é sempre uma derrota. Tendo em vista que a pedofilia constitui uma forma de violência, medidas tornam-se necessárias a fim de solucionar o impasse.
De acordo com o Diário do Grande ABC (DGABC), 20% dos indivíduos sentenciados por pedofilia são identificados com a doença. Dessa maneira, a enfermidade impulsiona a pessoa se sentir sexualmente tentado de forma compulsa por crianças e adolescentes. Nesse contexto, o proveito de medicações são necessárias, entretanto, quando a medicação não há êxito é essencial a aplicação de medicamentos antagônicos da ação da testosterona.
Além disso, a situação se agrava mais quando essas crianças são vítimas da normalização da pedofilia. Segundo pesquisas, no Brasil, 20 a cada 30 crianças sofrem com assédio na rua sendo a maioria meninas de 11 a 14 anos que, ao irem para a escola ou a lugares de lazer acabam sendo assediadas por homens mais velhos que dizem ser atraídos pela maneira que as mesmas se vestem. Esses atos são consequências da normalização da pedofilia, na qual a sociedade afirma que a culpa é da criança por sair com roupas curtas.
Por fim , cabe ao seio familiar o controle do que a criança acessa na internet com monitoramento continuo, além da capacidade de perceber comportamentos incomuns por parte dos infantis. Ademais, campanhas na mídia sobre a temática é uma forma de empoderamento para que a população não se cale. Enfim, também é essencial que o Ministério da Saúde disponibilize tratamento psicológico e psiquiátrico para os sujeitos pedófilos, a fim de tentar diminuir a reincidência dos atos perversos.