Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 08/12/2020
A Carta Magna de 1988 assegura que os cidadãos gozem de direitos imprescindíveis - como a convivência familiar e comunitária - para a manutenção da equivalência social.Verifica-se,porém,grande discrepância entre a teoria e a realidade nacional,visto que o abuso sexual persiste intrinseamente ligado ao cotidiano dos jovens.Com isso,constata-se essa problemática hodierna,seja pelo descaso governamental,seja pelo baixo índice de denúncias criminais.
Primeiramente,consoante o sociólogo Émile Durkheim,o fato social é o modo coletivo de agir e de pensar,logo,um indivíduo que vive em uma comunidade negligente tende a adotar essa singularidade.Dessa forma,em virtude dos ínfimos investimentos estatais nos serviços de inteligência policial,significativa parcela das práticas de assédio sexual contra os menores carece de investigação e de perícia.Assim,a impunidade faz com que tais infratores cometam constantemente esses crimes,fenômeno negativo que propicia o enraizamento dessa adversidade no país.
Outrossim,conforme a perspectiva filosófica de Zygmunt Bauman,as redes socias oferecem serviços úteis e prazerosos,porém,em boa parte,são
uma armadilha.Nesse sentido,o simples contato virtual entre o assediador e o jovem vulnerável correlaciona-se diretamente com o abuso sexual infantil,
dado que,mediante a falsas promessas - brinquedos,doces -,as crianças são atraídas facilmente por pedófilos.Por outro lado,o vínculo familiar,a chantagem emocional e o medo de perder o emprego despertam o desinteresse pelas denúncias dos atos violação contra os menores.
Urge,portanto,que a Polícia Federal crie uma delegacia especializada no combate ao abuso sexual infantil,de modo que as investigações e as péricias criminais,somadas as buscas por pedófilos virtuais,ocorram em um pequeno intervalo de tempo.Ademais,cabe ao Estado,por intermédio da mídia,organizar peças publicitárias no que diz respeito a importância da denúncia contra os assediadores de jovens,enfatizando em mostrar os traumas físicos e mentais causados por essa prática nociva.