Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil

Enviada em 10/12/2020

O abuso sexual infantil embora definido por lei como crime segundo o estatuto da criança e do adolescente, ocorre cada vez mais na sociedade. Essa grave realidade encontra-se mais desafiadora por falta de uma educação sexual mais aberta para as crianças, como também, para os adultos.

Atualmente, observa-se que a sociedade ainda refere-se ao sexo como um tabu. Por consequência, é omitida uma educação sexual ao público juvenil, o que, segundo a educadora Maria Helena Vilela é um grande trunfo nas mãos dos abusadores. Visto que, “a educação sexual não é ensinar a fazer sexo. Ela tem mais coisas a falar para os nossos filhos, sobre conhecer o seu corpo, se informar sobre a prevenção tanto das violências sexuais, quanto de outros”, avalia Maria Helena Vilela.

Sob o mesmo ponto de vista, a educação sexual auxilia diretamente na prevenção de violências sexuais. Uma vez que, essa disciplina abre portas para o autoconhecimento e de liberdade para falar e conhecer sobre o assunto. Segundo Lélia de Melo, psicóloga e especialista em educação especial, Neuropsicologia e Desenvolvimento pessoal e familiar, através dessa disciplina as crianças terão conhecimento das partes do seu corpo que podem ser tocadas, assim serão capazes de identificar e denunciar um abusador.

Logo, o Ministério da Educação deve incluir nas escolas a educação sexual com professores mais especializados nesse assunto.  Dado que, essa disciplina dará consciência as crianças e adolescentes sobre a autognose. Assim, eles saberão como identificar toques indevidos em seu corpo e serão capazes de denunciar um abusador. Bem como, professores especializados estarão aptos a discernir comportamentos incomuns ligados ao abuso sexual. Ademias, o governo deveria por meio de publicidades e palestras em postos públicos de saúde lecionar a educação sexual para adultos, assim essa visão do sexo como um tabu se limitaria e as crianças não teriam receio de delatar abusos.