Desafios no combate ao abuso sexual infantil no Brasil
Enviada em 09/12/2020
Na novela ‘‘O Outro Lado do Paraíso’’, a personagem Laura sofreu uma série de abusos na infância pelo seu padrasto e depois de anos, o viu ser condenado pelo crime. Fora da ficção, nem todas as crianças e adolescentes tem a mesma sorte de ver o abusador na cadeia. Existe o tabu na sociedade que evita falar sobre os abusos e explorações sexuais infantis.
Em primeira análise, diante do aumento do número de casos envolvendo violência sexual infantil, uma pesquisa realizada pelo Disque Direitos Humanos, mostra que por dia, são mais de 50 denúncias de abuso sexual infantil e que 70% das crianças, de 0 até 9 anos de idade, foram violentadas dentro da própria casa e o agressor era do sexo masculino. Um exemplo disso ocorreu no Agreste de Pernambuco e foi reportado pelo jornal O Globo, o caso de uma criança de 1 ano que morreu após sofrer estupro pelo padrasto e pela omissão de socorro por parte da mãe.
Em contrapartida, como forma de conscientizar a sociedade, as redes sociais e escolas se mobilizaram para o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes realizado no dia 18 de maio. A data também comemora o aniversário da Campanha Faça Bonito que possui o intuito de chamar a sociedade para prevenir e enfrentar a violência sexual contra crianças. A campanha foi criada após o crime de Araceli que com apenas 8 anos, no Espírito Santo, foi raptada, estuprada e morta por jovens de classe média alta e que até hoje estão impune.
Portanto, como disse Bill Gate: “O modo como você reúne, administra e usa a informação, determina se você vencerá ou perderá”. A partir disso, fica evidente que para cessar a problemática do abuso infantil se faz necessária à colaboração do Ministério da Educação, na implantação de um plano de educação sexual nas escolas de todo o país, consistindo na apresentação de slides, trabalhos em grupo e cartazes, a fim de educar, informar e sensibilizar sobre as questões da educação sexual.